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Índice

Carga horária, Ementas, Bibliografia

Plano de Ensino

Dados Importantes

Professor: Jorge Henrique B. Casagrande
Email: casagrande@ifsc.edu.br
Atendimento paralelo: Em época de Atividades Presenciais: 2as e 4as das 17:35h às 18:30h (Sala de Professores de TELE II ou Laboratório de Redes de Computadores). Em épocas de ANP, em comum acordo com cada aluno via Google Meet.

Resultados das Avaliações

Critérios de Avaliação - AJUSTADOS AO PERÍODO PANDÊMICO COM ANP (até 23/12/2020)
  1. Os estudantes serão avaliados da seguinte forma:
    -Três Avaliações parciais An onde e n={1,2,3} representam ponderadamente em carga horária de cada parte do plano de ensino, o valor da MÉDIA FINAL, assim determinadas:
    • As Notas Finais das avaliações parciais NF An' resultam da média ponderada de duas notas: a) Prova An representando 70% do total sendo uma PROVA ESCRITA (60min) E/OU ATIVIDADE ESPECIAL de conteúdos preferencialmente associados as teorias e práticas da disciplina e,
      b) Outros 30% resultado da média das notas atribuídas a aptidão e qualidade das atividades práticas e teóricas através de TODAS as Atividades Extras (AEn) e Avaliações Individuais (AIn) correspondentes.
    • Entende-se por ATIVIDADE ESPECIAL quaisquer atividades que envolvam uma dedicação maior de tempo para conclusão e amplitude dos conhecimentos relacionados com o momento do plano de ensino tais como, artigos técnicos, seminários, pesquisa ou visita de campo, projeto integrador, etc...
    - As Avaliações Individuais parciais AIn serão notas atribuídas pelo professor que representam o mérito de assiduidade, participação nas ANP, interações extra sala, cumprimento de atividades extras publicadas via SIGAA, relatórios, listas de exercícios e demais métodos de avaliação pedagógicos.
    - As Provas An e as AEn além de contribuírem no cômputo da NF An" também serão utilizadas para comprovar a participação do estudante em uma ou mais ANP.
  2. Todas as notas de avaliações parciais serão valoradas de 0 à 10,0 em passos de 0,1 pontos e convertidas em conceitos conforme abaixo:
    - Se a nota calculada de qualquer avaliação parcial for < 6,0, é OBRIGATÓRIO realizar a recuperação dos conteúdos da respectiva avaliação parcial.
    - Se MEDIA FINAL E todas as avaliações parciais forem >= 6,0 a recuperação de conteúdos é opcional.
  3. Para a aprovação na disciplina é necessário atingir no mínimo a nota 6,0 na MÉDIA FINAL ponderada em carga horária de todas as avaliações parciais e 75% de participação em sala de aula;
    - Conforme restrições do sistema de registro de notas do SIGAA, a NOTA FINAL sempre tem arredondamento para o valor inteiro mais baixo da unidade (exemplo: Nota 5,9 é considerado NOTA FINAL 5). Arredondamentos para valores inteiros mais altos da NOTA FINAL só serão permitidos mediante tolerância do professor diante da evolução do(a) estudante ao longo do semestre E SEMPRE DEFINIDAS SOMENTE NO ÚLTIMO DIA LETIVO DO SEMESTRE.
  4. As datas de recuperação das avaliações parciais serão realizadas em data específica do plano de ensino e/ou decididas em comum acordo com a turma.
  5. Quaisquer mudanças necessárias dos critérios aqui destacados, serão antecipadamente discutidos e consensuados com a turma.
  6. IMPORTANTE: TODAS AS ATIVIDADES SERÃO LANÇADAS FORMALMENTE PELO SIGAA E TERÃO LIMITES DE TEMPO DE 15 (QUINZE) DIAS PARA A EXECUÇÃO. CASO NÃO EXECUTADAS NO PRAZO PODERÃO INCORRER NO CANCELAMENTO DA MATRÍCULA DO ALUNO NA DISCIPLINA POR MOTIVO DE DESISTÊNCIA.
QUADRO GERAL DE RESULTADOS DAS AVALIAÇÕES
ESTUDANTE AE1 AE2 AE3 AE4 AE5 AE6 AI1 Prova A1 REC A1 NF A1 AE7 AE8 AE9 AE10 AE11 AI2 Prova A2 REC A2 R1 R2 R3 Prof NF A2 AE12 AE13 AE14 AE15 AE16 AI3 Prova A3 REC A3 NF A3 MÉDIA FINAL NOTA FINAL Situação
201810204973 10 10 10 8 10 10 10 8 0 8,5 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 3,4 0 REPROVADO
201910005113 8 10 5 0 8 0 10 7 0 6,7 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 2,7 0 REPROVADO
1420021435 9 10 8 10 0 8 10 5 0 5,9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 2,4 0 REPROVADO
1710007621 9 10 5 0 0 8 10 4 0 4,6 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 1,8 0 REPROVADO
1720035741 8 8 8 0 5 10 10 8 0 7,7 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 3,1 0 REPROVADO
1720011281 9 10 10 9 5 10 10 9 0 9,0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 3,6 0 REPROVADO
1420012584 10 10 8 10 8 10 10 8 0 8,4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 3,4 0 REPROVADO
201820002367 10 10 8 10 5 10 10 7 0 7,6 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 3,0 0 REPROVADO
1720011451 10 10 10 9 8 10 10 9 0 9,2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,0 3,7 0 REPROVADO
ATENÇÃO - MÉDIA FINAL = 70% NF An + 30% NF AEn; NOTA FINAL – SOMENTE NO ÚLTIMO DIA LETIVO DO SEMESTRE
Escala das Notas
=0,0 Atividade NÃO executada <6,0 Prejudicando MÉDIA FINAL >=6,0 Quanto maior, melhor! Principais Notas -> SIGAA
LEGENDA - DESCRIÇÃO E CRONOGRAMA DAS AVALIAÇÕES (Conforme nosso DIÁRIO DE AULAS)
  • AE1 - ANP - Atividade SIGAA: QUESTIONÁRIO - Redes de Acesso e Meios de transmissão
  • AE2 - ANP - Atividade SIGAA: TAREFA - Pesquisa Interfaces Digitais
  • AE3 - ANP - Atividade SIGAA: QUESTIONÁRIO - Modens Narrow Band e Broad Band
  • AE4 - ANP - Atividade SIGAA: TAREFA - Simulação de rede em anel de routers no Packet Tracer com protocolos Ponto à Ponto
  • AE5 - ANP - Atividade SIGAA: QUESTIONÁRIO - Protocolos de Comunicação e Técnicas de Detecção de Erros
  • AE6 - ANP - Atividade SIGAA: QUESTIONÁRIO - Fundamentos de Frame Relay e MPLS
  • AE8 - ANP - Atividade SIGAA:
  • AE9 - ANP - Atividade SIGAA:
  • AE11 - ANP - Atividade SIGAA:
  • R1,R2,R3 E Prof - Notas dos 3 revisores e do professor na avaliação do artigo JOURNAL RED20-2.

Informações Importantes


Toda vez que você encontrar a marcação ao lado de alguma atividade, significa que essa atividade estará sendo computada na avaliação como uma AEn. O prazo estabelecido para entrega de 15 (quinze) dias estará destacado na publicação via SIGAAA. Portanto, não perca o prazo limite para entrega. Atividades entregues fora do prazo terão podem implicar em cancelamento de matrícula do aluno por desistência conforme prevê nossa RDP;


Uso da Wiki: Todo o repositório de material de apoio e referências de nossas aulas usam essa página da Wiki;


Whatsapp: Para interação fora da sala de aula, acessem nosso grupo no Whatsapp;


SIGAA: Todas as avaliações e prazos serão divulgados nesse sistema acadêmico. Eventualmente alguns materiais, mídias instrucionais, avaliações ou atividades poderão usar o ambiente da turma virtual do SIGAA. O professor fará o devido destaque para isso;


ATENÇÃO: Especialmente para as atividades PRESENCIAIS, uma avaliação poderá ser recuperada somente se existir justificativa reconhecida pela coordenação. Desse modo, deve-se protocolar a justificativa no prazo de 48 horas, contando da data e horário da avaliação, e aguardar o parecer da coordenação. O não cumprimento desse procedimento implica a impossibilidade de fazer a recuperação.

Material de Apoio

Tabela de leitura básica das Bibliografias recomendadas (PARA AVALIAÇÃO FINAL)
Referência Tópicos Observações
Kurose 5ª edição seções dos capítulos 1.1 à 1.4, 5.1, 5.2, 5.7 e 5.8
Forouzan 4ª edição capítulos 1 e 3 e as seções 4.1, 4.3, 5.1, 6.1, 7.1, 8.1 à 8.3, 9.2, 9.3, 10.1, 10.4, 10.5, 11.1 à 11.3, 11.6, 11.7 e 18.1
Tanenbaum 4ª edição cap 4, 5.4.5 (ou seção 5.6.5 da 5ª ed.)
Atividades extra sala de aula
  • LISTA1 de exercícios para a avaliação A1 - parte 1
  • LISTA2 de exercícios para a avaliação A1 - parte 2
  • LISTA3 de exercícios para a avaliação A2
  • LISTA4 de exercícios para a avaliação A3


Slides utilizados durante algumas aulas
Manuais e outros

Bibliografia Básica

  • Redes de Computadores e a Internet, 5a edição, de James Kurose.
  • Redes de Computadores, 4a edição, de Andrew Tanenbaum.
  • Comunicação de Dados e Redes de Computadores, 4a edição, de Behrouz Forouzan.

Para pesquisar o acervo das bibliotecas do IFSC:

Softwares e Links úteis

Diário de aulas RED29005 - 2020-2 - Prof. Jorge H. B. Casagrande

LEGENDA DAS CORES NO PLANO DE CADA AULA (clique em "expandir" para ver os OBJETIVOS de cada aula)
A primeira data à esquerda refere-se ao plano de ensino original registrado no SIGAA
Aulas previstas para serem realizadas em ANP (Atividades Não presenciais)
Aulas realizadas em ANP para cumprir o plano de ensino original
Aulas previstas para serem realizadas presencialmente
Aulas não realizadas (ANP ou presencialmente)
Aulas realizadas presencialmente

09/11 - ANP - Os Meios de transmissão e suas limitações

ANP - Os Meios de transmissão e suas limitações
OBJETIVOS DA AULA
  • Apresentação da disciplina e plano de ensino bem como os critérios de avaliação;
  • As redes de computadores na visão de "fora para dentro"
  • Os principais meios de transmissão;
  • O modelo Elétrico de um meio de transmissão metálico.
MATERIAL RELACIONADO
Material de Apoio utilizado na ANP
CONTEÚDO ADICIONAL

Uma vez que foi esclarecido todos os pontos na apresentação da disciplina, seu plano de ensino e os critérios de avaliação, vamos entrar no universo das redes de computadores de uma forma mais abrangente. Nos próximos capítulos vamos conhecer as redes do ponto de vista de fora (das WANs) para dentro (das LANs)

As redes de computadores na visão de "fora para dentro"

Vamos avaliar como é um cenário genérico de como as redes totalmente interconectadas pelos provedores de serviços de telecomunicações, conectam nossas necessidades de comunicação com o mundo externo. Leia este capítulo de uma dissertação da PUC-RIO sobre os meios de transmissão dentro das redes.

Os principais meios de transmissão

Tudo o que se pode conectar, dentro da natureza física do que dominamos, através de sinais elétrico ou eletromagnéticos se consegue somente através de dois grupos de meios de transmissão: Os meios guiados e os meios não guiados. Nessa perspectiva, dentro do domínio da indústria e padronização podemos agrupar:

  • Meios guiados:
    - Meios Metálicos - exemplos: os pares de fios e cabos coaxiais
    - Meios Ópticos - exemplos: as fibras ópticas e fibras plásticas
  • Meios não guiados:
    - Atmosfera livre - exemplos: no ar livre, as ondas eletromagnéticas. Na água, o som.

O modelo Elétrico de um meio de transmissão metálico

O mundo depositou todas as suas apostas na distribuição de serviços de telecomunicações sobre os meios metálicos, especialmente o par de fios. A capilaridade desse meio de transmissão avançou amplamente em função da sua versatilidade em levar sinais de voz (telefonia) e dados (redes de computadores). O relativo baixo custo na industrialização e facilidade de distribuição nos centros urbanos popularizou rapidamente a adoção do par metálico. Entretanto meios metálicos são extremamente limitados quando se deseja alcance. Sinais elétricos que representam a informação, precisam variar proporcionalmente no tempo e as características físicas desses meios restringem essas variações por conta da resistência e reatâncias elétricas. Para entender melhor como esse meio afeta a propagação de de sinais elétricos ao longo de seu comprimento, podemos representá-lo através de um modelo elétrico diante das suas características construtivas. Veja um pouco mais sobre esse assunto neste capítulo sobre meios de transmissão.

11/11 - ANP - AE1 - Redes de Acesso

ANP - AE1 - Redes de Acesso
OBJETIVOS DA AULA
  • A rede de Acesso;
  • A last mile e a relação com o perfil de serviços de telecom: Players, espelhos, ISPs
CONTEÚDO RELACIONADO
  • Videoaula síncrona 11/11 - É possível assistir o vídeo em velocidades de até 2x sem perder a inteligibilidade do áudio e do conteúdo
AVALIAÇÃO
  • AE1 - QUESTIONÁRIO SIGAA - Redes de Acesso e Meios de Transmissão

Acesse o SIGAA e execute o QUESTIONÁRIO associado as nossas duas últimas aulas incluindo a de hoje. Ele está dentro das atividades da turma. A atividade é simples: leia os capítulos 1 e 3 do nosso livro texto Forouzan e responda as seguintes questões:

  1. Compare a rede de telefonia com a Internet. Quais são as semelhanças? E as diferenças?
  2. Um monitor de computador tem resolução de 1.200 por 1.000 pixels. Se cada pixel usar 1.024 cores, quantos bits seriam necessários para enviar o conteúdo completo de uma tela?
  3. Qual é o retardo total (latência) para um pacote de 5 milhões de bits que está sendo enviado em um enlace com 10 roteadores, cada um dos quais com um tempo de fila de 2 μs e tempo de processamento de 1 μs? O comprimento do enlace é 2.000 km. A velocidade da luz no interior do enlace é de 2 × 10E8 m/s. O enlace tem largura de banda de 5 Mbps. Que componente do retardo total é dominante? Qual deles é desprezível?


16/11 - ANP - Modelo Básico de Comunicação de Dados

ANP - Modelo Básico de Comunicação de Dados
OBJETIVOS DA AULA
  • O modelo básico de Comunicação de dados.
  • Comunicação serial;
  • Comunicação Assíncrona e Interfaces Digitais
  • O modelo básico de comunicação de dados com DCEs: comunicação pino-à-pino;
  • O modelo básico de comunicação de dados sem DCEs (modems): comunicação cross-over;


CONTEÚDO RELACIONADO
  • Videoaula síncrona 16/11 - É possível assistir o vídeo em velocidades de até 2x sem perder a inteligibilidade do áudio e do conteúdo
  • Para reforço dos assuntos tratados a partir desse ponto nesta aula, faça uma leitura do capítulo 3 completo e da seção 4.3 do capítulo 4 do Forouzan


18/11 - ANP - AE2 - Interfaces Digitais

ANP - AE2 - Interfaces Digitais
OBJETIVOS DA AULA


  • A Interface Digital - camada física;
  • Circuitos diferenciais e não diferenciais;
  • A Interface Digital RS232;
  • Interfaces Digitais síncronas - RS232 e V35
  • uso de emuladores de terminal burro (ou dummy): Minicom do Linux.


CONTEÚDO DE APOIO


Links úteis para vários pinouts de interfaces seriais e paralelas

Fabricante CISCO

Um universo de padrões


Tabela resumo dos principais sinais envolvidos em interfaces digitais

Abaixo uma tabela resumo sobre os principais circuitos contidos em variados tipos de Interface Digital. Observe que a coluna "origem" indica em que tipo de equipamento de um circuito (ou modelo) básico de comunicação de dados (CBCD) se encontra a fonte do sinal correspondente.

Sinais ID.png


Na tabela abaixo o pinout básico associado as interfaces digitais padrão RS232C (coluna com conector padrão DB9) e RS232 (coluna com conector padrão DB25)

Sinais ID RS232.png


Contribuição dos alunos da turma de 2016-2, com revisão do professor
TABELA COMPARATIVA de algumas interfaces digitais, que destaca as características elétricas, mecânicas e funcionais. Vale lembrar que as características elétricas é que definem de fato o padrão da interface.
Alunos/Tema Características Pinout Ilustração
Kauly e Angelo
RS232
Elétricas:
  • Tipos de sinal: GND ou SG (Terra), TD ou TX (Transmissão de dados), RD ou RX (Recepção de dados), DTR (Terminal de dados pronto), DSR (Conjunto de dados pronto), RTS (Pronto para enviar(computador)), CTS (Envie os dados (modem)), DCD, (Portadora detectada), RI (Indicador de telefone tocando) e FG (Frame Ground).
  • Sincronismo: O modo mais comum de transmissão de sinais e o assíncrono (em que não há necessidade do transmissor estar sincronizado com o receptor, pois ele é informado quando cada “pacote de dados” começa e termina) dispondo de bits de start e stop.
  • Tensões típicas:

-3V a -15V como Marca = 1 = OFF +3V a +15V como Espaço = 0 = ON (Pronto)

  • Impedâncias de entrada e saída:

3 a 7 kΩ

  • Faixas de bps:

10, 300, 600, 1200, 4800, 9600, 19200, 38400 bits/s

  • Código digital:
TabelaRS232.PNG
Conector DB9
Conector DB25
Mecânicas: Contem 25 pinos, e existem diversos padrões de utilização deles, alguns utilizam apenas 3 dos pinos, mas hoje em dia é utilizado os 25 pinos na grande maioria dos casos.
Funcionais: Ainda é muito utilizado para equipar DCE's, comunicação de periféricos com PC's, como impressoras matriciais, e em equipamentos de automação industrial.
Alfredo e Giovana
V.35
Elétricas:
  • O conector V.35, utiliza sinais balanceados e não balanceados. O tipo de transmissão de dados é síncrono. A impedância de entrada é de 80 a 120 Ω. Tensões típicas de 0,55V +/- 20% com 100Ω de carga. A faixa de velocidade é de 56 Kbps a 2Mbps (podendo chegar a 10Mpbs, dependendo dos equipamentos que estão envolvidos no enlace).
V.35
Tabela descritiva dos pinos da interface Digital V.35
Conectores V.35Tabela comparativa
Mecânicas:
  • Capacidade do contato 7A; Resistência de Contato máximo: 10mΩ; Resistência de Isolação: 1000MΩ min @ 500VCC; Rigidez dielétrica:1200 VAC (1 minuto); Temperatura de operação: -55º a 105º C; ;Material do isolador: PBT UL94V-0; Material de contato: Macho = latão, Femea = Bronze Fósforo; Acabamento terminal: Flash ouro; Fios aplicáveis: AWG: 22-28; Capa: Capa metálica totalmente blindada em EMI/RFI; Material da capa: Liga de alumínio com parafusos de aço niquelado.
  • A conexão mecânica da V.35 é realizada através de um conector retangular de 34 pinos do tipo fêmea. As dimensões físicas deste conector obedecem o padrão ISO-2593. Opcionalmente pode ser utilizado a conexão mecânica com conectores DB25 com pinagem padrão ISO2110 ou TELEBRÁS (225-540-736).
Funcionais:
  • Aplicações em equipamentos DCE (modem) e DTE(computador).
Luísa, Natália, Jessica
V.36
Elétricas: A interface V36 possui sua aplicação semelhante à interface V35, porém para cenários onde pode haver ruídos ou interferências em seu percurso. As características elétricas da interface V36 se resumem em:
  • tipo de sinal: Utiliza todos os grupos incluindo o de controle com sinais diferenciais, usa recomendação V.11 para sinais de dados e relógios, e utiliza a recomendação V.10 e V.11 para sinais de controle.
  • sincronismo: aplicação síncrona.
  • código digital.
  • tensões típicas: Tensão de modo comum: +7 a -7 V.
  • impedância de entrada: 120 - 126 ohms. (Porém informa que deve ser menos que 100 ohms, os valores mais altos servem para evitar offset de acordo com o autor).
  • impedância de saída: o autor menciona uma impedância de terminação, e sugere que deve ser inferior a 100 ohms. Outro dado que o autor menciona é uma impedância de 33 ohms na saída em série com o fio para diminuir os problemas com offset.
  • faixas de bps: de 48 Kbps a 72 Kbps (típico) e pode chegar até 2 Mbps.

(Fonte: TELECOMMUNICATION STANDARDIZATION SECTOR OF ITU: Recommendation V.36, Recommendation V.11).

Pinout.jpgCablesa2.gif Db37.jpg
Mecânicas: O conector padrão é o DB37 (ISO:IS4902) que possui 37 pinos.
Funcionais:
  • usado na comunicação serial em ambientes ruidosos.
  • assim como o V.35, é aplicado em equipamentos DTE e DCE.
Pedro e Vitor
RS485
Elétricas:
  • Modo de operação: Diferencial;
  • Número de TX e RX: 32 TX e 32 RX;
  • Comprimento máximo: 1200 metros (taxa de transmissão de 100Kbps);
  • Taxa máxima de comunicação: 10Mbps (distância de 12 metros);
  • Tensão máxima em modo comum: 12 à -7V;
  • Tensão mínima de transmissão (carga): ± 1,5 V;
  • Tensão mínima de transmissão (sem carga): ± 6 V;
  • Limite da corrente mínima da saída em curto circuito (mA): 150 para terra e 250 para -7 até 12 V;
  • Impedância mínima de carga: 60Ω;
  • Impedância de entrada do RX: 12KΩ;
  • Sensibilidade do RX: ± 200 mV.

(Fonte: http://olaria.ucpel.tche.br/autubi/lib/exe/fetch.php?media=padrao_rs485.pdf)

Pinout RS485 VITOR PEDRO CABO RS485.jpg
VITOR PEDRO DB9.jpg
Mecânicas: A RS485 não possui um conector e pinout padrão. Podem ser utilizados os conectores do tipo DB, terminal parafuso ou outros tipos de conectores.
Funcionais: Utilizado para sistemas de automação, redes de computadores, entre outros.
Schaiana
G.703/G.704
Elétricas:
  • Modo de operação: Diferencial;
  • Tensão de operação: 1,5 V (para cabo coaxial) ou 1,9 V (para cabo por par trançado);
  • Taxa máxima de comunicação: 2,048Mbps para o G.703 e até 2,048 Mbps para o G.704 (com 32 frames de 64Kbps, sendo o primeiro para sincronização, ou menos frames, sendo esses múltiplos de 64Kbps);
  • A impedância de entrada é de 120 Ω utilizando o cabo por par trançado ou 75 Ω utilizando cabo coaxial.


Pinout RS485 Schaiana rj-48c.jpg
Schaiana bnc.jpg
Mecânicas: Existem dois tipos de conexão:
  • Dois cabos coaxiais com conectores BNC;
  • Cabo por par trançado com conector RJ-48C.
Funcionais: é aplicada em equipamentos DTE e DCE.
Fontes:
http://www.farsite.com/cable_standards/G.703_E1-T1_if_popup.shtml, Acesso em 02/03/2017 às 21h00;
https://www.black-box.de/en-de/page/24571/Resources/Technical-Resources/Black-Box-Explains/wan/introduction-to-g703, Acesso em 02/03/2017 às 21h00.

AE2 - Interfaces Digitais - de 23/11/2020 às 00h00 a 08/12/2020 às 23h59


Acesse o SIGAA e faça uma boa pesquisa sobre Interfaces Digitais. Para o tipo designado pra você pesquisar, realize um breve resumo que destaque as seguintes características:

Mecânicas, Elétricas, Funcionais, Aplicações, Ilustração e Pinout.

Use como inspiração a Contribuição dos alunos da turma de 2016-2, a TABELA COMPARATIVA de algumas interfaces digitais. Vale lembrar que as características elétricas é que definem de fato o padrão da interface.

  • Envie o arquivo em pdf para que ele seja publicado após corrigido, em nossa página na wiki!

Seguem Interfaces a serem pesquisadas de acordo com cada aluno:

201810204973 - USB

201910005113 - SPI

1420021435 - SATA

1710007621 - 1-WIRE

1720035741 - OBD2

1720011281 - HDMI

1420012584 - RS422

201820002367 - FIREWIRE

1720011451 - PROFIBUS


23/11 - ANP - Modens Narrow Band

ANP - Modens Narrow Band
OBJETIVOS DA AULA
  • Os limites das Interfaces Digitais
  • A banda estreita e a modulação
  • Normas ITU para modens Narrow Band
CONTEÚDO DE APOIO

25/11 - ANP - AE3 - Modens Broad Band

ANP - AE3 - Mondens Broad Band
OBJETIVOS DA AULA
  • Relacionar a banda larga com a codificação
  • Conhecer as aplicações e limites de modens Broad Band
  • Conhecer as normas ITU para modens Broad Band
CONTEÚDO DE APOIO

AE3 - O papel dos modens na rede de acesso - de 25/11/2020 às 00h00 a 10/12/2020 às 23h59

Acesse o SIGAA e responda o Questionário sobre o conteúdo das nossas duas últimas aulas.

30/11 - ANP - Simulação de um Modelo básico de Comunicação de Dados com analisador de comunicação

ANP - Simulação de um Modelo básico de Comunicação de Dados com analisador de comunicação
OBJETIVOS DA AULA
  • Conhecer Enlaces de Testes para modens e emuladores de DTE/DCE
  • Ter o primeiro contato com simulador de redes de computadores
  • Usar emuladores de terminal burro (ou dummy)


CONTEÚDO DE APOIO


02/12 - ANP - AE4 - Bases dos Protocolos de Camada 2 - Simulação com Packet Tracer

ANP - AE4 - Bases dos Protocolos de Camada 2 - Simulação com Packet Tracer
OBJETIVOS DA AULA
  • Compreender as funções da camada 2 e suas relações com a camada 1.
  • Diferenciar Protocolos de comunicação e seus enquadramentos (framming).
  • Simular o uso de protocolos ponto à ponto em um enlace de roteadores.


CONTEÚDO DE APOIO


Usando uma máquina virtual Virtualbox

Em nossos cenários em algumas aulas a partir de hoje será útil ter a disposição uma máquina virtual visando realizar algumas simulações com DTEs e aplicativos "em nuvem". A máquina real (sistema hospedeiro) pode ser tanto Linux quanto Windows, porém no primeiro caso funciona melhor. Como sugestão, as máquinas virtuais podem ser instanciadas via VirtualBox. A seguir tem algumas já prontas pra instalar nessa ferramenta:

Para instalá-la siga estes passos:

  1. Execute o VirtualBox, e então selecione o menu "Arquivos" e a opção "Importar Appliance", escolhendo uma das opções de arquivo .ova;
  2. Após instalação, a nova MV aparece na lista de Mesmo menu à esquerda. Execute-a para testá-la;
  3. Você pode instalar qualquer outro Sistema Operacional da sua preferência usando a opção "Nova";
  4. As MVs disponibilizadas aqui estão com com usuário aluno e senha aluno.
  5. Ao terminar a instância da MV, não esqueça de encerrar a máquina virtual com o comando halt.

AE4 - TAREFA - Simulação de rede em anel de roteadores - de 02/12/2020 às 00h00 a 21/12/2020 às 23h59

Acesse o SIGAA e realiza a tarefa da Atividade Extra AE4: Usar o Packet Tracer da Cisco para simular uma rede em anel com três routers conforme ilustração abaixo. Nessa rede é necessárior respeitar as configurações indicadas. Incluir o protocolo RIP entre em ação para escolher o melhor caminho dos pacotes entre os três nós dessa rede. No Packet Tracer use os routers modelo Cisco1941. ATENÇÃO: Como não é possível simular os modens nos links entre os routers, basta usar um cabo cross-over Serial DCE disponível na lista de conexões do simulador. Entretanto, é OBRIGATÓRIO estar evidente a configuração do protocolo HDLC nos dois links entre os routers R1-R2 e R1-R3, e o protocolo PPP no link entre os routers R2-R3. Para você efetivar a tarefa basta fazer o upload do arquivo .pkg aqui no SIGAA.Todas as configurações (no comando #show running config) bem como a execução da simulação serão feitas pelo professor para comprovar o objetivo alcançado.


07/12 - ANP - Protocolos ponto à ponto

ANP - Protocolos ponto à ponto
OBJETIVOS DA AULA
  • Diferenciar protocolos orientados à bit e orientados à byte
  • Entender os mecanismos de Framming
CONTEÚDO DE APOIO


Protocolos orientados à bit e orientados à byte

  • bit e byte stuffing;
  • Explicações e exemplos de enquadramento e delimitação em HDLC e PPP; Identificação de pacote;
  • Protocolos orientados à bit e à Byte;
  • RFC 1661 eRFC 1662 ) e exemplos de byte stuffing;
  • Diagramas de tempo de protocolos HDLC;
  • Protocolos PPP e seus protocolos de apoio.
Bibliografia relacionada

ATENÇÃO:

  • Ler Seção 5.7 do livro "Redes de Computadores" do Kurose 5a ed.
  • Parte III e capítulos 10 e 11 do livro "Comunicação de Dados e Redes de Computadores, 4a ed.", de Behrouz Forouzan
  • Capítulo 3 do livro "Redes de Computadores" de Andrew Tanenbaum.
  • Faça a LISTA2 de exercícios para a avaliação A1 - parte 2

Enlaces lógicos

Equipamentos de rede se comunicam por meio de enlaces (links). Um enlace é composto por uma parte física, composta pelo meio de transmissão e o hardware necessário para transmitir e receber um sinal que transporta a informação, e uma parte lógica, responsável por empacotar os dados a serem transmitidos. O diagrama abaixo ilustra um enlace entre dois equipamentos, realçando as formas com que a informação é representada durante a transmissão e recepção. Nesse diagrama, a parte lógica está representada no bloco Enlace, e a parte física está no bloco Física; a informação transmitida, representada por Dados, pode ser, por exemplo, um datagrama IP.

Datalink-phy.png

O enlace lógico tem uma dependência total em relação à parte física. Isso quer dizer que o tipo de tecnologia de transmissão existente na parte física traz requisitos para o projeto da parte lógica.

Deste ponto em diante, a parte lógica será chamada simplesmente de Camada de Enlace, e a parte física de Camada Física.

Em nosso estudo vamos investigar enlaces ponto-a-ponto, os quais necessitam de protocolos específicos. Para ficar mais claro o que deve fazer um protocolo de enlace ponto-a-ponto, vamos listar os serviços típicos existentes na camada de enlace.

Serviços da camada de enlace

Data-link.png

Os serviços identificados na figura acima estão descritos a seguir. A eles foram acrescentados outros dois:

  • Encapsulamento (ou enquadramento): identificação das PDUs (quadros) de enlace dentro de sequências de bits enviadas e recebidas da camada física
  • Controle de erros: garantir que quadros sejam entregues no destino
    • Detecção de erros: verificação da integridade do conteúdo de quadros (se foram recebidos sem erros de bits)
  • Controle de fluxo: ajuste da quantidade de quadros transmitidos, de acordo com a capacidade do meio de transmissão (incluindo o atraso de transmissão) e do receptor
  • Endereçamento: necessário quando o enlace for do tipo multi-ponto, em que vários equipamentos compartilham o meio de transmissão (ex: redes locais e redes sem-fio)
  • Controle de acesso ao meio (MAC): também necessário para meios compartilhados, para disciplinar as transmissões dos diversos equipamentos de forma a evitar ou reduzir a chance de haver colisões (transmissões sobrepostas)
  • Gerenciamento de enlace: funções para ativar, desativar e manter enlaces

Protocolos de enlace ponto-a-ponto

Dois protocolos de enlace ponto-a-ponto muito utilizados são:

  • PPP (Point-to-Point Protocol): proposto no início dos anos 90 pelo IETF (ver RFC 1661 eRFC 1662 ), e amplamente utilizado desde então. Este protocolo não faz controle de erros nem de fluxo, portanto se quadros sofrerem erros de transmissão serão sumariamente descartados no receptor. Originalmente muito usado em acesso discado, recentemente sua aplicação se concentra em enlaces por linhas dedicadas, enlaces sem-fio 3G, e uma versão modificada para acesso doméstico ADSL (PPPoE). Ver mais detalhes na seção 5.7 do livro do Kurose e na seção 11.7 do livro Comunicação de Dados e Redes de Computadores, de Behrouz Forouzan.
  • HDLC (High-level Data Link Control): criado nos anos 70, foi largamente utilizado em enlaces ponto-a-ponto, porém atualmente foi substituído pelo PPP na maioria dos cenários em que era usado. Este protocolo faz controle de erros e de fluxo usando um mecanismo ARQ do tipo Go-Back-N (com janela de tamanho 7 ou 127). Ainda se aplica a enlaces ponto-a-ponto em linhas dedicadas, enlaces por satélite e aplicações específicas onde a presença de ruídos no meio de transmissão é relevante ou se deseja confiabilidade na entrega de pacotes na camada 2. Ver mais detalhes na seção 11.6 do livro Comunicação de Dados e Redes de Computadores, de Behrouz Forouzan.

Ambos protocolos possuem o mesmo formato de quadro. Na verdade, o PPP copiou o formato de quadro do HDLC, apesar de não utilizar os campos Address e Control. O campo Flag, que tem o valor predefinido , serve para delimitar quadros, assim o receptor sabe quando inicia e termina cada quadro.

Ppp-frame.png
Quadro PPP ou HDLC (tamanho de campos dados em bytes)

Esses protocolos foram criados para uso com comunicação serial síncrona (ver capítulo 4, seção 4.3 do livro Comunicação de Dados e Redes de Computadores, de Behrouz Forouzan). O PPP funciona também com comunicação serial assíncrona.


09/12 - ANP - AE5 - Detecção de erros em protocolos de comunicação

ANP - AE5 - Detecção de erros em protocolos de comunicação
OBJETIVOS DA AULA
  • Compreeender o mecanismo de comunicação confiável na camada 2
  • Conhecer os principais mecanismos de Detecção de Erros


CONTEÚDO DE APOIO


AE5 - Questionário sobre Protocolos Ponto à Ponto e técnicas de detecção de erros

Acesse o SIGAA e realiza a tarefa da Atividade Extra AE5:


14/12 - ANP - Redes WAN - Evolução Histórica até o Frame Relay

ANP - Redes WAN - Evolução Histórica até o Frame Relay
OBJETIVOS DA AULA
  • Conhecer os passos históricos da evolução das redes WAN
  • Conhecer a contribuição das redes Frame Relay


CONTEÚDO DE APOIO
  • Redes Frame Relay;
  • Leitura completa da seção 6.1 do capítulo 6 do livro texto, Forouzan.
  • Leitura completa da seção 18.1 do capítulo 18 do livro texto, Forouzan.



16/12 - ANP - AE6 - As Redes Dentro das Redes

ANP - AE6 - As Redes Dentro das Redes
OBJETIVOS DA AULA
  • Conhecer os fundamentos das Redes WAN ATM (Conteúdo somente sugerido como leitura complementar. Não será Cobrado!)
  • Conhecer os fundamentos das Redes WAN SONET/SDH (Conteúdo somente sugerido como leitura complementar. Não será Cobrado!)
  • Conhecer os fundamentos das Redes WAN MPLS
  • Entender os fundamentos para implementar redes dentro de redes
CONTEÚDO DE APOIO

Fundamentos das Redes WAN ATM

(Conteúdo somente sugerido como leitura complementar. Não será Cobrado!)

Fundamentos das Redes WAN SONET/SDH

(Conteúdo somente sugerido como leitura complementar. Não será Cobrado!)


Fundamentos das Redes WAN MPLS

Redes Virtuais - MPLS

  • Redes virtuais com MPLS;

ATENÇÂO: Leitura:

  • Capítulo 5 (seção 5.8) do livro Redes de Computadores e a Internet, 5a ed., de James Kurose.
  • Capítulo 5 (seção 5.4.5) do livro Redes de Computadores, 4a ed., de Andrew Tanenbaum (ou seção 5.6.5 da 5ª ed.).

Outras referências sobre MPLS:

MPLS é um mecanismo para redes de telecomunicações de alto desempenho que encaminha e transporta dados de um nó da rede a outro. Isso se faz por meio de links virtuais entre nós distantes um do outro, semelhante ao conceito de circuitos virtuais. Diversos protocolos podem ser transportados por MPLS, tais como IP e Ethernet (note que o primeiro é um protocolo de rede, mas o segundo é um "protocolo" de enlace). Assim, MPLS se apresenta como uma tecnologia de transporte de dados em redes de longa distância, como ilustrado na figura abaixo.

Mpls-network.jpg

Simplificadamente, um cabeçalho (shim header) é adicionado a cada PDU a ser transportada pela rede MPLS. O rótulo contém um número identificador chamado de rótulo (label, e similar ao VCI visto em circuitos virtuais), junto com alguns bits de controle. Os roteadores dentro da rede MPLS encaminham essas PDUs com base somente no conteúdo desse cabeçalho, comutando-os de acordo com os valores de rótulo (label switching). Note que MPLS não faz roteamento, e sim comutação de circuitos virtuais: os circuitos devem ser previamente estabelecidos para que o encaminhamento de PDUs entre origem e destino possa ser realizada. Desta forma, MPLS parece ser um protocolo que fica entre as camadas de rede e de enlace, como mostrado na figura a seguir.

Mpls protocolstack.jpg ----> MPLS D2.gif


O cabeçalho MPLS possui apenas 32 bits, como mostrado abaixo. O valor de rótulo ocupa 20 bits, o que possibilita pouco mais de 1 milhão de diferentes rótulos (). Há um campo Time To Live (ou simplesmente TTL) com 8 bits, com mesma finalidade que o campo homônimo existente em PDUS IPv4: evitar que um erro de configuração em um roteador faça com que PDUs fiquem circulando eternamente em um loop na rede. O valor desse campo TTL é decrementado por cada roteador que encaminhe a PDU e, se o valor chegar a 0, a PDU é descartada. O campo Exp com 3 bits foi pensado para codificar a classe de serviço da PDU, a qual pode ser usada por mecanismos de qualidade de serviço (QoS) existentes na rede. Por exemplo, o valor de Exp pode ser usado como prioridade da PDU em um determinado roteador dentro da rede MPLS. Por fim, o bit S (bottom of stack) informa se esse é o último cabeçalho MPLS na PDU, uma vez que podem-se empilhar dois ou mais desses cabeçalhos.


Mpls-label.png


A terminologia MPLS possui nomes próprios para diversos componentes da arquitetura. Como ocorre em outras tecnologias, existem conceitos conhecidos apresentados porém com nomes diferentes. A tabela abaixo descreve alguns termos importantes existentes no MPLS:


Termo Descrição
LSP Label Switching Path, o análogo a circuito virtual.
LSR Label Switching Router, ou roteador capaz de comutar PDUs MPLS.
LER Label Edge Router, ou roteador que faz a interface entre a rede MPLS (onde se encaminham PDUs exclusivamente com base nos rótulos), e a rede externa (onde não se usa MPLS). A rede externa pode ser qualquer outra rede, como IPv4, IPv6 ou mesmo LAN Ethernet. Note que LER é um tipo especial de LSR, e podem ser denominados também como LSR ingress (LSR de entrada na rede MPLS) e LSR egress (LSR de saída da rede MPLS).
LFIB Label Forwarding Information Base, ou o conjunto de informações existentes nos LSR usadas para fazer o encaminhamento das PDUS MPLS. Pode ser entendida como uma estrutura análoga à tabela de comutação de circuitos virtuais.


Usando os termos acima, podem-se descrever redes MPLS demonstrativas como mostrado a seguir. Na primeira rede há dois LSP: um vai do Host X ao Host Z e está identificado com PDUS em amarelo, e outro vai de Host X ao Host Y e tem PDUs em azul. O número dentro de cada PDU informa os valores de rótulo usados ao longo dos LSP. Assim como em circuitos virtuais em geral (e como em Frame Relay e ATM), os valores de rótulo podem ser modificados por cada roteador que os comute.

Mplsrouters.gif

Conceitos básicos sobre comutação de rótulos

A comutação de rótulos feita nos LSR é muito parecida com comutação de circuitos virtuais. Ao receber uma PDU MPLS, um LSR decide o que fazer com ela com base no número do rótulo e na interface de rede de onde ela foi recebida. Porém há um detalhe específico do MPLS: uma ou mais interfaces podem ser associadas em um labelspace MPLS, sendo esse labelspace usado para identificar de onde foi recebida uma PDU. Desta forma, um LSR na verdade decide o que fazer com uma PDU com base em seu rótulo e no seu labelspace. Dentro do LSR essa operação se chama ILM (Input Label Mapping).

ILM é a função que identifica uma PDU recebida e mapeia seu rótulo para um labelspace

Um caso especial trata de PDUs que entram na rede MPLS. Por exemplo, uma PDU IPv4, originada de uma rede externa, deve ser transportada pela rede MPLS. Nesse caso, o LER (roteador de borda) deve associar essa PDU a um rótulo MPLS e encaminhá-lo pela rede MPLS. A identificação de uma PDU externa à rede MPLS, com base nas informações dessa PDU, se chama FEC (Forwarding Equivalence Class).

Uma vez identificada uma PDU recebida, o LSR deve encaminhá-la de acordo com instruções predefinidas em sua LFIB. Dentro de sua LFIB essas instruções são chamadas de NHLFE (Next-Hop Label Forwarding Entry), e contêm a operação MPLS a ser realizada e a interface de saída por onde encaminhar a PDU. As operações MPLS possíveis estão descritas na tabela abaixo:


Operação Descrição
SWAP Troca o valor de rótulo. Essa operação deve ser usada para comutação dentro da rede MPLS. Mesmo quando o novo valor de rótulo for idêntico ao anterior essa operação deve ser realizada.
PUSH Adiciona um cabeçalho MPLS com um determinado valor de rótulo. Essa operação deve ser usada principalmente nos LER, quando uma PDU entra na rede MPLS.
POP Remove o cabeçalho MPLS. Essa operação deve ser usada principalmente nos LER, quando uma PDU sai da rede MPLS.


A comutação fica completa ao se juntarem o mapeamento de entrada (ILM) com as NHLFE, no caso de comutação dentro da rede MPLS. No caso de entrada de PDUs na rede MPLS, a operação se chama FTN (Fec-To-Nhlfe), que nada mais é que regras para associar os rótulos MPLS a essas PDUS. No exemplo da PDU IPv4, pode-se usar o endereço IPv4 de destino dessa PDU para escolher que rótulo MPLS deve ser usado. Isso está sumarizado na figura abaixo.

Mpls-lfib.png


Implementação das redes dentro de redes

Anotações da videoaula sobre noções básicas de como a infraestrutura das redes WAN de grandes Provedores de serviços de telecomunicações é concebida para atender as diversidades de tecnologias de camadas 1 em 2.


AE6 - Questionário sobre redes WAN

Acesse o SIGAA e realiza a tarefa da Atividade Extra AE5:


21/12 - ANP - Exercícios de revisão para Avaliação A1

ANP - Exercícios de revisão para Avaliação A1
OBJETIVOS DA AULA
  • Realizar exercícios de revisão para Avaliação A1
CONTEÚDO DE APOIO

Anotações da videoaula com a resolução de dalguns exercícios da parte 1


Exercícios

1) Não são exemplos de ``last mile:

a) Uma linha Privativa de Comunicação e dados (LPCD) com modens VDSL em cada ponta da linha;
b) Uma LPCD urbana formada exclusivamente por dois pares de fios;
c) Um enlace wireless interurbano entre dois pontos de presença (PoP) de um ISP (Internet Service Provider);
d) Um SLDD (Serviço de Linha Dedicada Digital) urbano; 
e) todas alternativas.

2)Um determinado trecho de uma sequencia de bits recebido pela camada física é mostra abaixo. Considerando que a sequencia possui delimitação de frames e os bit-stuffing, a sequencia de bits da estrutura do frame identificada pela cada de enlace será:

11101111110001010100001111101111101111101101111101010101101111110001010101110

 a) 1110111111000101010000111111111111111110111111010101101111110001010101110; 
 b) 0111110001010100001111101111101111101101111101010101101111110; 
 c) 0010101000011111011111011111011011111010101011;
 d) 001010100001111111111111111101111110101011; 
 e) nenhuma das alternativas.

3) Considerando a estrutura de um protocolo PPP, os bytes referentes ao check de frame (CRC), os quais serão identificados pela camada de ENLACE a partir do conjunto de bytes recebidos pela camada física mostrado na sequência abaixo, será:

...FF FF FF 7E FF 03 80 21 7D 5D 7D 5E 5D 20 4E AA 2B 5C 22 55 48 7D 5E 25 7E FF...

 a) 5E 25;
 b) 48 7D 5E 25;
 c) 55 48 7E 25;
 d) 7E 25;
 e) nenhuma das anteriores.
 

4) O protocolo HDLC:

a) não usa a técnica de reconhecimento por carona como faz o protocolo PPP;
b) Usa sempre o protocolo LCP para guiar os processos de conexão e desconexão;
c) é o tipo ideal para enlaces ruidosos;
d) não realiza controle de fluxo;
e) nenhuma das anteriores.

5) Sobre as redes de transporte ou redes de telecomunicações:

a) Redes Frame Relay ou redes ATM criam redes privadas virtuais;
b) Os mecanismos de controle de congestionamento estão presentes nas Redes Frame Relay;
c) A rede MPLS também pode tratar pacotes com QoS baseado em três bits do seu cabeçalho;
d) Redes MPLS não tratam pacotes com erros;
e) todas as alternativas estão corretas.

6) Sobre as redes WAN:

 a) O tipo de multiplexação usado entre nós de uma rede Frame-Relay ou de redes ATM é do tipo estatística;
 b) O tipo de multiplexação equivalente usado entre nós de uma rede MPLS é do tipo estatística;
 c) O tipo de multiplexação equivalente usado entre nós de uma rede SDH ou PDH é do tipo determinística;
 d) Redes MPLS e redes Frame-Relay criam circuitos virtuais;
 e) todas as alternativas estão corretas;

7) O CRC (Ciclical Redundance Check) de uma sequência de dados 110001 gerada com polinômio gerador $x^{3}+x+1$:

a) terá 4 bits;
b) será a sequencia 111;
c) não é possível calcular o CRC com uma quantidade tão pequena de bits;
d) será a sequencia 0011;
e) nenhuma das anteriores está correta.

8) Uma transmissão de dados de 4800 bps necessita ser transmitido através de um modem. Decidiu-se utilizar um modem com modulação por chaveamento de amplitude e fase com uma constelação de 32 símbolos de modulação para executar essa tarefa. Calcule a taxa em bauds no sinal de saída do modem, sendo que a frequência da portadora é 1920 Hz. Considere um canal sem ruído.

a) 4800 bauds;
b) 2400 bauds;
c) 1200 bauds;
d) Impossível determinar com essa frequência de portadora;
e) nenhuma das anteriores está correta.

9) O fall-back e fall-forward utilizado em modens analógicos dentro das várias versões normatizadas pelo ITU-T:

a) é uma tarefa fundamental entre esses modens banda base;
b) funciona da mesma forma para os modens digitais;
c) exige o controle de fluxo via hardware ou software entre DTE e DCE;
d) são técnicas aplicadas somente em linha privativa;
e) todas as alternativas anteriores estão corretas.

10) É exemplo de DCE:

a) um modem com tecnologia VDSL;
b) um conversor de mídia (ou transceiver);
c) um modem analógico;
d) a parte de interface com o cabeamento de uma placa de rede de uma LAN;
e) todas as alternativas anteriores estão corretas.

11) Uma implementação de um circuito básico de comunicação de dados que exige uma Interface Digital(ID) com todos os sinais de controle e sincronismo:

a) a ID tipo V.36 não atende essa implementação;
b) a ID tipo G703/G704 atente essa implementação;
c) se ela prevê o uso de uma ID com V.35 será necessário um cabo lógico entre DTE e DCE pino à pino com pelo menos 13 fios: 2 para os dados, 5 para os de controle e 6 para o sincronismo;
d) se ela prevê o uso de uma ID com RS232 será necessário um cabo lógico entre DTE e DCE com pelo menos 11 fios: 1 para referência (GND); 2 para os dados, 5 para os de controle e 3 para o sincronismo;
e) todas as alternativas anteriores estão incorretas.

12) O meio de transmissão com pares metálicos transportando sinais modulados ou codificados:

a) possui um SNR maior quanto maior seu comprimento;
b) não seguem a regra da capacidade de Shannon;
c) provoca perdas de sinal principalmente pelo seu valor de capacitância por quilômetro;
d) não é determinante para os limites de banda passante;
e) nenhuma das alternativas está correta.

13) Um enlace digital local (LDL) aplicado em um modem local:

a) precisa de um conector de loop conectado na interface digital do modem remoto para se obter diagnóstico sobre o modem remoto;
b) não consegue oferecer diagnóstico sobre o estado da interface digital do modem remoto;
c) testa completamente os moduladores de demoduladores dos modens local e remoto de um modem digital;
d) oferece diagnóstico sobre a interface analógica local desde que seja um modem digital (ou modem banda base);
e) nenhuma das alternativas está correta.

14)item Um nível DC ainda é encontrado em codificações do tipo:

a) NRZ-L;
b) bifásico Manchester;
c) AMI;
d) HDB3;
e) nenhuma das alternativas está correta.

15) Avalie cada afirmação abaixo e conclua colocando um número de 1 à 3 no espaço indicado, se ela refere-se a uma característica ou atributo genérico de um modem (1) analógico, (2) digital ou (3) tanto analógico quanto digital.

a.(  ) uso com linha discada;
b.(  ) uso em LPCD;
c.(  ) mesmo que modem banda base;
d.(  ) possui a característica de Fall-back e Fall-Forward;
e.(  ) realiza controle de fluxo via hardware ou software;
f.(  ) possui um espectro de frequências maior do que a banda de telefonia;
g.(  ) pode operar com uma taxa de 256Kbps na interface analógica;
h.(  ) opera com velocidades da interface digital maiores ou iguais a interface analógica; 
i.(  ) podem operar na última milha em linha de assinante; 
j.(  ) dependendo do tipo de tecnologia ou versão, usa técnicas de modulação como QAM;
k.(  ) podem ser equipados com a facilidade de enlaces de teste;
l.(  ) usam codificações como as do tipo bipolares na interface analógica;
m.(  ) podem operar em aplicações síncronas ou assíncronas;
n.(  ) podem operar com fonte de sincronismo própria (relógio interno);
o.(  ) operações full-duplex.
GABARITO
C D D C E E E E C E D C E A (1 3 2 1 1 2 2 1 3 3 3 2 1 3 3)


23/12 - ANP - - Avaliação A1

ANP - - Avaliação A1
OBJETIVOS DA AULA
  • Retirar eventuais dúvidas antes da liberação do tempo para execução da avaliação A1
  • Avaliar via Questionário do SIGAA todo conteúdo até aqui.
  • Realizar a Recuperação da Avaliação A1 da mesma forma, com prazo que se estende até o último dia letivo do semestre.

03/02 - ANP - Redes Locais Cabeadas - Introdução

ANP - Redes Locais Cabeadas - Introdução
OBJETIVOS DA AULA
  • Resgatar assuntos tratados até aqui.
  • Conhecer a necessidade a evolução das redes locais cabeadas.
MATERIAL DE APOIO


08/02 - Licença Paternidade

Licença Paternidade
Aula cancelada

10/02 - Licença Paternidade

Licença Paternidade
Aula cancelada

17/02 - Licença Paternidade

Licença Paternidade
Aula cancelada

22/02 - Licença Paternidade

Licença Paternidade
Aula cancelada

24/02 - Licença Paternidade

Licença Paternidade
Aula cancelada

01/03 - ANP - Protocolos de Acesso ao Meio/ O padrão ethernet

ANP - Protocolos de Acesso ao Meio/ O padrão ethernet
OBJETIVOS DA AULA
  • Conhecer a evolução dos Protocolos de Múltiplo Acesso e a Tipificação de Redes Locais
MATERIAL DE APOIO


03/03 - ANP - AE7 - Arquiteturas IEEE802.3 e a Ethernet Comutada IEEE802.1D

ANP - AE7 - Arquiteturas IEEE802.3 e a Ethernet Comutada IEEE802.1D


OBJETIVOS DA AULA
  • Apresentar o padrão ethernet em relação aos componentes, desempenho e Arquiteturas IEEE802.3
  • Diferenciar Equipamentos de redes locais cabeadas: Hubs e Switches
  • Conhecer o padrão básico da ethernet comutada IEEE802.1d
MATERIAL DE APOIO

AE7 - IEEE802.1D - Ethernet Comutada ==


Interligando redes locais de LANs (norma IEEE802.1D)

Ao final deste conteúdo, você terá condições de responder as seguintes questões:

  1. Como um switch aprende que endereços MAC estão em cada porta ?
  2. Como um switch encaminha um quadro cujo destinatário é desconhecido ?
  3. Como um switch propaga quadros em broadcast ?

Funcionamento básico de um Switch - Ethernet Comutada


Atividade Extra AE7 - SIGAA - TAREFA - Demonstração das fases do SWITCH com PACKET TRACER

Siga as orientações do professor apresentadas na videoaula de 29/04/2020 onde foi construída uma LAN com somente três PCs conectados em um SWITCH e um HUB no Packet Tracer. Neste cenário, através do padrão IEEE802.1D, foi possível responder as questões colocadas no objetivo da aula:

Como um switch aprende que endereços MAC estão em cada porta ?
Como um switch encaminha um quadro cujo destinatário é desconhecido ?
Como um switch propaga quadros em broadcast ?

Relatório da Atividade: Entrega de relatório individual em .pdf via SIGAA.

Similarmente a execução do cenário da demonstração acima de LAN com o Packet Tracer colocado na videoaula, realize agora um novo cenário de LAN com pelo menos um switch, um Hub e um router (CISCO1941) conectando pelo menos um PC de outra LAN (com IP de rede diferente). Relate brevemente, agora neste cenário, como você identificou cada uma das cinco operações básicas de um switch, no cumprimento de sua função em uma LAN. É suficiente usar screenshots dos resultados dos comandos realizados nos PCs e switches, fazendo objetivas explicações sobre elas. Destaque então cinco itens no seu relato:

  1. Learning
  2. Flooding
  3. Filtering
  4. Forwarding
  5. Aging


08/03 - ANP - Protocolo STP

08/03 - ANP - Protocolo STP


Material de Apoio utilizado na ANP

Spannig Tree Protocol (STP)

  • Protegendo a rede com Spannig Tree Protocol (STP) - IEEE802.3d

O problema dos ciclos (caminhos fechados) em uma rede local ethernet

Bibliografia associada:

  • Capítulo 15 do livro "Comunicação de Dados e Redes de Computadores, 3a ed.", de Behrouz Forouzan.
  • Capítulo 5 do livro "Redes de computadores e a Internet, Uma abordagem Top-Down. 5a edição, de James Kurose.
  • Capítulo 4 do livro "Redes de Computadores, 4a ed.", de Andrew Tanenbaum.

Outros materiais:

Após implantar uma rede LAN, é muito provável que em um certo dia alguém acidentalmente manobre um cabo ligando duas tomadas de rede em uma mesma sala ou equipamentos. Quer dizer, algo que fosse equivalente a interligar duas portas de um switch da rede assim:


Curto-lan.png


A interligação acidental de duas portas de um switch cria um ciclo na rede local (loop). Mas isso pode ser feito também de forma intencional, pois em LANs grandes pode ser desejável ter enlaces redundantes, para evitar que a interrupção de um enlace isole parte da rede. A existência de interligações alternativas portanto é algo que pode ocorrer em uma rede local, seja por acidente ou com a finalidade de conferir algum grau de tolerância a falhas na infraestrutura da rede. Um caso em que uma rede possui um ciclo intencionalmente colocado pode ser visto na LAN abaixo:

LAN-anel-stp.png

Apesar de desejável em algumas situações, uma topologia de rede com caminhos fechados, como visto na figura acima, não pode ser instalada sem alguns cuidados. Uma rede como essa ficaria travada devido a um efeito chamado de tempestade de broadcasts (broadcast storm). Isso acontece porque, ao receber um quadro em broadcast, um switch sempre o retransmite por todas as demais portas. Para que a rede acima funcione como esperado, uma ou mais portas de switches precisarão ser desativadas de forma que o caminho fechado seja removido. Ter que fazer isso manualmente tira o sentido de ter tal configuração para tolerância a falhas (e não impede um "acidente" como aquele descrito no início desta secão), por isso foi criado o protocolo STP (Spanning Tree Protocol, definido na norma IEEE 802.1d) para realizar automaticamente essa tarefa.


10/03 - ANP - AE8 - Protocolo STP na Prática

10/03 - ANP - AE8 - Protocolo STP na Prática
EXPERIMENTO 1 - Um loop entre portas na prática

Voltando ao problema do loop acidental (ou proposital...) colocado entre portas de um mesmo switch, vamos avaliar o que ocorreria na prática sem um protocolo STP.

Para ver a consequência dessa ação aparentemente inocente, experimente reproduzi-la em uma rede real do laboratório, desativando o protocolo STP nos Switches. Observe a sinalização dos leds das portas do swicth envolvido com o loop.

Questão:O que ocorre ao tentar pingar de um PC para outro?

Retorne a ativação do STP via comandos no switch e observe que uma das portas "loopadas" vai ficar bloqueada para evitar a tempestade de broadcast em todas as portas do switch.

EXPERIMENTO 2 - Um loop em anel na simulação com Packet Tracer

Agora vamos observar o STP em ação na rede anterior que possui três switches em anel, todos com o protocolo STP ativo.

Use o packet tracer simulando a rede e observe todos os parâmetros do pacote BPDU trocados entre Switches. Neste momento o algorítimo do STP já executou todas as suas etapas e convergiu bloqueando uma das portas para tornar a rede em uma topologia tipo árvore. Os pacotes BPDU irão aparecer periodicamente nessa rede até que exista uma falha ou mudança na topologia física para que exista uma nova rodada do algorítimo STP.


Um último detalhe sobre o STP diz respeito ao custo e prioridade de cada porta do switch. No STP usado em switches reais, o custo de uma porta é dado pela sua velocidade. Assim, portas mais velozes têm custo menor que portas mais lentas, como por exemplo portas 1 Gbps comparadas a 100 Mbps.

Atividade Extra AE8 - SIGAA - TAREFA Diferenças entre protocolos Spanning Tree:

Assista as videoaulas de de 08 e 10/03, bem como os conteúdos relacionados disponíveis em nosso diário de aulas na página da Wiki e das referências indicadas. Faça uma tabela comparativa que destaque resumidamente a diferença das principais características dentre os protocolos STP, RSTP e PVSTP. Coloque em um arquivo .pdf e envie para o professor