EWSD

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Arquitetura do Sistema

Visão Geral do Sistema e Princípios de Controle

Diagrama em Blocos do Hardware da Central EWSD

Serviços

  • Serviços avançados de assinante (ADSS);
  • Rede digital de serviços integrados (RDSI);
  • Rede inteligente (IN);
  • Serviços suplementares internet;
  • Sistema de serviço avançado de telefonista multifunctional (ADMOSS);
  • Serviço de central de comutação central (GeoCentrex).

Funções do sistema

  • registro da tarifação da chamada;
  • roteamento de tráfego;
  • gerenciamento da rede;
  • sinalização;
  • operação e manutenção;
  • administração de dados de tráfego;
  • interfaces;
  • processamento de voz.

Componentes da central

  • matriz de comutação (SN);
  • processador de coordenação (CP);
  • buffer de mensagem (MB);
  • gerador de clock central (CCG);
  • controle da rede de sinalização por canal comum (CCNC)

Componentes periféricos

  • unidade de linha digital (DLU);
  • estágio de linha/tronco (LTG);
  • unidade de comutação remota (RSU).

Grupo de Linhas e Troncos (LTG)

Os estágios de linha/tronco (LTG) na central formam a interface entre a área de acesso (linhas de assinante, troncos, etc.) e a matriz de comutação (SN). O estágio de linha/tronco G (LTGG) permite a conexão do seguinte:

  • multiplex primário (PDC);
  • enlaces de transmissão digital;
  • acesso primário (PA);
  • acesso de DLU local;
  • rede de acesso (AN).

Os LTGs podem executar todos os processos de sinalização utilizados nas linhas conectadas a eles. Eles têm seus próprios controladores e por isso aliviam os processadores de coordenação (CP) do trabalho de rotina. Isso significa que os LTGs realizam tarefas de controle local tais como receber as informações de discagem, o registro de tarifação, a supervisão de linha, etc.


Funções de processamento de chamadas

As funções de processamento de chamadas do LTG (modelo LTGG) compreendem:

  • receber e avaliar a sinalização do tronco e da linha de assinante;
  • transmitir a sinalização;
  • transmitir tons audíveis;
  • transmitir mensagens para o processador de coordenação (CP) e receber comandos

do CP;

  • enviar e receber relatórios para/de os processadores de LTG (GP) de outros LTGs;
  • enviar ordens para o controle da rede de sinalização por canal comum (CCNC); receber

ordens do CCNC;

  • controlar a sinalização para o DLU, PA;
  • adaptar as condições de linha para a interface padrão de 8 Mbit/s para a matriz de

comutação (SN) duplicada;

  • interconectar mensagens e informações de usuário.

Conexões de assinante são conexões que transportam informações úteis. Os assinantes podem ser assinantes telefônicos, ou também, por exemplo, equipamentos de telecópia, aparelhos de fax. Para estabelecer conexões de assinantes, cada LTGG tem a sua disposição 127 time slots (1 - 127), também chamados de canais, por sistema multiplex de 8 Mbit/s. As chamadas são comutadas pela matriz de comutação (SN). Cada conexão requer um canal de tempo na direção de envio e um na direção de recepção. Cada um destes dois canais de tempo possuem o mesmo time slot em seus sistemas de multiplex correspondentes. A chamada de saída é atribuída ao time slot x, por exemplo, por seu LTGG, enquanto que a chamada de entrada recebe o time slot y, por exemplo, a partir do processador de coordenação (CP). A SN combina os time slots x e y em um time slot z. O LTGG sempre transmite e recebe a informação de voz através dos dois lados da matriz de comutação (SN0 e SN1). Os dois lados da SN recebem assim a mesma informação de usuário. O LTGG atribui somente a informação de voz a partir da unidade de matriz de comutação ativa ao assinante em questão. O outro lado da SN é projetado como inativo e pode transmitir e receber a informação de usuário atual imediatamente se uma falha ocorrer.

Ltg.jpg

Funções de operação e manutenção

As funções de operação e manutenção do LTGG compreendem:

  • transmissão de mensagens para o processador de coordenação CP para medição

e observação de tráfego;

  • comutação de chamadas de teste;
  • teste de troncos e partes específicas de porta do LTGG com a ajuda do equipamento

de teste automático integrado para troncos (ATE:N);

  • indicação de estados operacionais importantes (p.ex. atribuição de canal) com respeito

ao equipamento funcional;

  • criação, bloqueio, liberação de equipamentos através de comandos da linguagem

homem-máquina (MML).

Unidade funcional

Quando da implementação de funções, as unidades funcionais individuais do LTGG interagem entre si.

Processador de LTG (GP)

O processador de LTG (GP) adapta a informação recebida das centrais circundantes para o formato de mensagem interno do sistema e controla as unidades funcionais do LTG.

  • Unidade de memória de processador (PMU)

A unidade de memória de processador (PMU) controla as unidades funcionais restantes do LTG conforme programado. O processador de coordenação (CP) carrega o software de GP (programas e dados) na unidade de memória local (MU) da PMU. A PMU utiliza vários módulos de interface serial como interfaces para a periferia do LTG. Um barramento externo de dados de 16 bits e endereço de 20 bits e várias linhas de controle também são utilizadas como interfaces para as unidades funcionais do LTG.

  • Gerador de clock e multiplexador de sinal (CGSM)

O gerador de clock e multiplexador de sinal (CGSM) no GP ou LTG consiste das partes para o gerador de clock (parte do CG), os canais de mensagem (parte do MCH) e o multiplexador de sinal (parte do SM). A parte do CG gera os clocks do LTG e os sincroniza ao clock da SN. Ela recebe dois clocks de sincronismo da matriz de LTG e unidade de interface de linha (GSL). A GSL deriva estes clocks individualmente a partir do bit de alinhamento de quadro (FMB) transmitido através da SN. A parte do MCH transmite e recebe mensagens para e a partir da GS. A parte do MCH transfere dados no barramento interno do GP da/para a memória da PMU. A parte do SM recebe os dados de sinalização serial a partir do buffer de sinal na PMU. Ela distribui e transmite estes dados para aos estágios de linha/tronco (LTUs) e para a unidade de sinalização (SU) e adapta a sua temporização.

  • Controle para canal de sinalização (SILC); (SILC quando da conexão do DLU ou PA

ao LTGG) O controle para canal de sinalização (SILC) tem a função de um processador de entrada/ saída. No lado do LTG, o SILC termina a camada 2 dos protocolos de sinalização (sincronização, detecção de falhas e tratamento de falhas) garantindo a troca de mensagens de forma segura entre a unidade periférica e o GP. O SILC conecta diversos canais de sinalização que podem ser utilizados para tratar do protocolo para conexão do DLU (protocolo do DLU) ou do protocolo do canal D da RDSI para acesso primário (protocolo de PA). Os protocolos de transmissão são baseados no procedimento HDLC. O SILC é operado através do “modo expandido”, isto é, até 4 canais de sinalização podem ser controlados (protocolo HDLC). Se uma interface V5.1 para a conexão da rede de acesso (AN) estiver conectada ao LTG, o SILCB deve ser substituído pelo controle para canal de sinalização, módulo D (SILCD).

Unidade de Linha Digital (DLU)

Blocos funcionais de uma DLU

É a unidade funcional em que as linhas de assinante terminam. As linhas podem ser analógicas ou digitais, isto é, equipadas para RDSI. Os DLUs podem ser utilizados localmente ou remotamente nas vizinhanças de grupos de assinantes. Eles concentram o tráfego de assinante e podem ser adaptados a outros volumes de tráfego distintos pela atribuição flexível de linhas de assinante. Os DLUs são conectados aos subsistemas de EWSD via uma interface uniforme padronizada pelo CCITT.





Caracteristicas Básicas da DLU

Capacidade de conexão em um rack dependendo dos módulos e do volume de tráfego são:

- até 952 linhas analógicas ou

- até 928 assinantes digitais (RDSI)

- até 384 assinantes ADSL

- até 192 assinantes SDSL


Confiabilidade assegurada por

- conexão de cada DLU à dois grupos de linhas troncos (LTG)

- todas as unidades de DLU que executam funções centrais são duplicadas

- auto teste contínuo

Alta capacidade de transmissão de Internet

Custo-benefício operacional local, ou mesmo remoto

Transferência do tráfego de Internet sem colocar carga alguma adicional no nó de rede

Serviço de emergência para DLU remoto (RCU) no evento de falha total de transmissão de link ao nó de rede

Placa de assinantes

Funções incorporadas na Placa de assinantes em uma DLU:

  • supervisão de linha de alta impedância para detecção de evento no estado de livre;
  • alimentação de bateria através de resistência ou com corrente constante dependendo

do tipo de módulo com detecção de fechamento de loop e detecção de terra;

  • recepção de pulsos de seleção;
  • interconexão do sinal de corrente de chamada no intervalo de loop;
  • retransmissão de sinais DTMF;
  • alimentação de corrente de chamada simétrica ou assimétrica dependendo do tipo

de módulo, retirada do tom de chamada no atendimento;

  • conexão dos lados de linha e de circuito a um múltiplo de teste;
  • proteção contra sobretensão e potencial interferente;
  • desacoplamento de CC dos sinais de voz;
  • ajuste do nível de transmissão e de recepção relativo variável;
  • ajuste da impedância variável a 2 fios;
  • codificação/decodificação de voz de acordo com a lei A ou lei m com função de filtro;
  • garantindo conformidade com as exigências do ITU-T para transmissão;
  • comunicação através da interface duplicada de 4096 kbit/s com 2x64 time slots

selecionáveis;

  • comunicação através da interface duplicada aos barramentos de controle;
  • pré-processamento de dígito no SLMCP;
  • inversão dos fios de voz;
  • inversão de loop;
  • desconexão de fio único da tensão de alimentação;
  • abertura de loop;
  • envio de pulsos de seleção (envio de dígitos);
  • injeção de pulsos de tarifação;
  • fornecimento de suporte para manutenção do sistema DLU, por exemplo, diagnóstico,

supervisão on-line.

Rede de Comutação (SN)

O Sistema de Comutação Eletrônica Digital (EWSD) está equipado com uma matriz de comutação muito poderosa (SN). Em virtude da sua alta qualidade de transmissão, esta matriz de comutação pode comutar conexões para vários tipos de serviços (por exemplo telefonia, fax, teletexto, transmissão de dados). Em uma central, a matriz de comutação é o link entre:

  • grupos de troncos de linha (LTGs) para conexões de voz e dados;
  • LTGs e processador de coordenação (CP) para troca de mensagens;
  • LTGs e o controle da rede de sinalização do canal comum (CCNC) para o sistema

de sinalização do canal comum número 7 (CCS7) para troca de mensagens.

A SN assegura a plena acessibilidade:

  • de cada LTG para cada LTG;
  • do CP ou CCNC para cada LTG e vice versa;
  • de cada LTG para o CP ou CCNC.

Além de comutar chamadas entre os grupos de linha/tronco com base na entrada de informações pelo assinante, a matriz de comutação também comuta as conexões entre os grupos de linha/tronco e o processador de coordenação (CP). Estas conexões, para a troca dos dados de controle, são definidas apenas uma vez e então permanecem constantemente disponíveis. Elas são portanto referidas como conexões semi-permanentes. Os grupos de linha/tronco utilizam estes mesmos caminhos de conexões para a troca de mensagens sem impor qualquer carga a unidade de processamento no processador de coordenação. As conexões semi-permanentes podem também ser esta-belecidas para linhas privadas ou para sinalização do canal comum.


Características da SN

As características mais importantes da SN são:

  • baixa necessidade de espaço;
  • bloqueio interno negligente;
  • alto grau de integridade funcional fornecido pela duplicação;
  • hardware modular;
  • facilidade de expansão;
  • utilização de última tecnologia (NMOS e TTLLS);
  • fácil expansão;
  • um formato de comutação para ambos o sinais de dados e voz (octetos);
  • conexões do canal simples;
  • conexões de difusão (para aplicação de fontes de sinais);
  • auto-supervisão.

Estrutura

A matriz de comutação, para a qual até 504 grupos de linha/troncos (LTG) podem ser conectados (SN:504LTG), pode ser empregada em um número de estágios de capaci-dade otimizado (Tab. 5.1). Um conceito de matriz de comutação uniforme com capaci-dades de expansão modular está disponível para todos os tipos e tamanhos de central.

  • os estágios de capacidade SN:126LTG, SN:252LTG e SN:504LTG estão equipados

com:

  • grupos de estágio de tempo TSGB e;
  • grupos de estágios de espaço SSGB.
  • o estágio de capacidade SN:63LTG só está equipado com um grupo de estágio de

espaço e de tempo combinados. Como o resto do hardware do EWSD, o SN está alojado em módulos, sub-bastidores, quadros e bastidores.

Swn.jpg

Unidades funcionais do SN


Interfaces

Existem interfaces uniformes para as interfaces externas entre:

  • SN e LTG;
  • SN e CCNC;
  • SN e CP.

para interfaces interna entre:

  • grupo de estágio do tempo e grupo de estágio do espaço;

As interfaces compreendem linhas de informações digitais (portadora digital secundária = SDC) para ambas as direções de transmissão, cada uma acompanhada por uma li-nha de relógio da central e uma linha de bit de marca do bastidor. Os formatos de transmissão nestas linhas são:

  • linha de informação de 8192 kbit/s igual para os 128 timeslots do canal;
  • linha de relógio da central 8192 kHz;
  • linha de bit da marca do quadro 2 kHz.
Interfaces externas
  • para os grupos de linha/tronco:

SDC:LTG - entre um grupo de estágio de tempo (TSG) e um grupo de linha/tronco (LTG).

Timeslot do canal 0 para comunicação entre o LTG e o CP. Timeslot dos canais 1...127 para as conexões de assinante.

  • para o controle da rede de sinalização do canal comum:

SDC:CCNC - entre a matriz de comutação e o controle da rede de sinalização do canal comum (CCNC). As informações de sinalização do canal comum (CCS) são trocadas através do SDC:CCNC.

  • para o processador de coordenação:

SDC:TSG - entre uma unidade do buffer de mensagem para LTG (MBU:LTG) e um grupo de estágio de tempo (TSG). Os itens de informação são transferidos através do SDC:TSG:

  • entre o LTG e o CP;
  • do LTG para o LTG sem envolver a unidade de processamento no CP

· para o processador de coordenação SDC:SGC – entre a unidade do buffer de mensagem (MBU) e um controle do grupo de comutação (SGC). O comandos do CP para um SGC e mensagens de um SGC para o CP são transferidos através do SDC:SGC. A medida em que a matriz de comutação é duplicada, cada uma das quatro interfaces acima mencionadas também o são (p.ex. cada LTG está conectado ao SN0 e SN1). Nestas interfaces, as duas direções de transmissão são classificadas e transportadas no mesmo cabo. Existe uma portadora digital secundária por informação, uma linha de relógio da central e um linha de bit de marca do quadro para cada direção de transmissão.

Interfaces internas

SDC:SSG – entre o grupo de estágio de tempo (TSG) e um grupo de estágio de espaço (SSG). Todos os tipos de conexões podem ser executados através de um SDC:SSG. Em função da matriz de comutação duplicada e do princípio de comutação no SN:504LTG, SN:256LTG e SN:126LTG, este tipo de interface está sempre quadruplicado. Em uma interface SDC:SSG um cabo separado é necessário para cada direção de transmissão. Cada cabo contém 8 portadoras digitais de informação (8x128 timeslots de canais), uma linha de relógio da central e uma linha de bit de marca do quadro.

Função

A estrutura modular da matriz de comutação EWSD permite a ela ser parcialmente equipada e então expandida em pequenos estágios se necessário. As seguintes estruturas básicas são utilizadas nas redes de comutação EWSD: Em centrais grandes, ou muito grandes, os estágios de capacidades da matriz de comutação (SN:504LTG, SN:252LTG e SN:126LTG) incluem:

  • uma entrada do estágio temporal (TSI);
  • três estágios espaciais (SS);
  • uma saída de estágio temporal (TSO).

As centrais de pequeno e médio tamanho (SN:63LTG e SN:15LTG) contêm:

  • uma entrada do estágio temporal (TSI);
  • um estágio espacial (SS);
  • uma saída do estágio temporal (TSO).

Em um estágio temporal, as palavras de código de 8 bits (octetos) podem alterar os timeslots e highways entre a entrada e saída. Em um estágio espacial, as palavras de código de 8 bits podem alterar highways entre a entrada e saída mas permanecem no mesmo timeslot. A matriz de comutação EWSD tem plena disponibilidade. Isto significa que cada palavra de código de 8 bits em uma highway de entrada que é introduzida na matriz de comutação pode ser comutada para qualquer timeslot em uma highway de saída deixando a matriz de comutação. A Figura abaixo mostra um diagrama simplificado da matriz de comutação para 63 LTGs. Os parâmetros de agrupamento mostra refere-se ao número de highways de 8192-kbit/s. Todas as highways de 8192-kbit/s têm 128 canais com uma capacidade de 64 kbit/s cada (128´64 = 8192 kbit/s).

Sn63ltg.jpg

Matriz de comutação para 63 LTGs (SN:63LTG), estágios de tempo de entrada (TSI) e estágios de tempos de saída (TSO) mostrados separadamente

A matriz de comutação é totalmente transparente para as palavras de código de 8 bits comutadas a partir dos canais de entrada para os canais de saída que levam ao destino desejado. Isto significa que cada bit em uma palavra de código de 8 bits é transmitida para a saída da matriz de comutação inalterada, da mesma forma que ela aparece na entrada (bit de integridade). Os timeslots na matriz de comutação utilizados para uma inter-conexão formam um caminho da conexão de 64-kbit/s. Não existem restrições em possíveis variações de binários consecutivos ”0”s e ”1”s sobre quaisquer caminhos da conexão de 64-kbit/s. Em outras palavras, existe uma seqüência de bits independente em todos os caminhos da conexão de 64-kbit/s através da matriz de comutação. As entradas dos estágios temporais (TSI) e a saída de estágios temporais (TSO) estão acomodadas em módulos pares de estágios temporais comuns (TSM). O diagrama da matriz de comutação na figura abaixo e figuras subseqüentes levam em conta estes pares físicos de TSI e TSO. Cada bloco nos estágios de comutação T e S representa um módulo de estágio temporal (TSM) ou um módulo de estágio espacial (SSM).

Fig22.jpg

Matriz de comutação para 63 LTGs (SN:63LTG), estágios de tempo de entrada (TSI) e estágios de tempo de saída (TSO) mostrados juntos

As figuras mostradas no lado das unidades funcionais nas duas figuras são parâmetros agrupados. Na figura acima, cada um dos dois parâmetros de agrupamento 4 de um TSM significa:

  • quatro highways de entrada de 8192 kbit/s;
  • quatro highways de saída de 8192 kbit/s .

As redes de comutação EWSD são sempre duplicadas:

  • as redes de comutação para 504, 252 e 126 LTGs consistem de dois planos de matriz

de comutação idênticos 0 e 1;

  • as redes de comutação para 63 e 15 LTGs consistem de duas unidades de matriz

de comutação idênticas 0 e 1 (SN0 e SN1).

Os planos da matriz de comutação e as unidades de rede comutação são algumas vezes referidas como lados da matriz de comutação. Os dois planos de redes de comutação de uma rede são divididos em grupos de estágios temporais (TSG) e grupos de estágios espaciais (SSG).

Tipos de conexão

A matriz de comutação comuta conexões em multi-ponto ou ponto a ponto em uma taxa de bit de 64 kbit/s. Dois caminhos de conexão são necessários por conexão ponto a ponto (p.ex. de um assinante chamador A para assinante chamado B e do assinante chamado B para assinante chamador A, Fig. 2.3). Em conexões multi-ponto, a informação é enviada de uma fonte de sinal para vários receptores de sinal. Em cada conexão através da matriz de comutação (multi-ponto, ponto a ponto ou conexão semi-permanente) as palavras de códigos de 8 bits aparecem na mesma se-qüência de tempo na qual apareceram na entrada (integridade da seqüência do dígito). Algumas conexões da matriz de comutação são simplesmente estabelecidas como e quando solicitadas – como as conexões de assinante – mas permanecem estabelecidas. Estas são mostradas como conexões semi-permanentes.

Existem três categorias de conexões semi-permanentes:

  • para a comunicação CP/LTG e LTG/LTG e para supervisão;
  • para sinalização do canal comum;
  • para serviços.
CATEGORIA 1

Conexões semi-permanentes para a comunicação CP/LTG e LTG/LTG e para supervisão. Cada grupo de estágio temporal (TSG) dos estágios de capacidade SN:504LTG, SN:256LTG, SN:126LTG ou a unidade da matriz de comutação (SN:63LTG, SN:15LTG) é conectada a uma unidade de buffer de mensagem para grupos de linha/ tronco (MBU:LTG) e até 63 LTGs. Os cabos de conexão utilizam aqui highways de 8192-kbit/s, ou informações de transmissão em ambas as direções. Em todas as highways entre os LTGs e a matriz de comutação, o timeslot 0 é reservado para comunicação entre os LTGs e o CP e entre os próprios LTGs. Os itens de informações enviados por um LTG ao CP ou um outro LTG são transportados no timeslot 0 para a matriz de comutação. Eles são enviados através da matriz de comutação em um canal semi-permanente atribuído. Eles são então enviados a um MBU:LTG no CP durante um timeslot definido na highway. Itens completos de informação para o CP (mensagens) no MBU:LTG são escritos na lista de entrada e itens completos de informações para os outros LTGs (relatórios) são escritos em listas de transferências. Os relatórios não colocam carga na unidade de processamento (PU) do CP. O CP escreve as informações nos LTGs (comandos) em uma lista de saída. Os comandos completos na lista de saída e relatórios completos na lista de transferência são transferidos para um MBU:LTG. Os comandos e relatórios enviados para um LTG de um MBU:LTG no CP são transportados em um timeslot fixo na highway SDC:TSG para a matriz de comutação. Eles são enviados através da matriz de comutação em um canal semi-permanente atribuído. Eles são então enviados ao LTG no timeslot 0. Os dois canais semi-permanentes utilizados para trocar informações entre um LTG e um MBU:LTG formam uma conexão semi-permanente. A troca de informações entre dois LTGs ocorre sobre duas conexões semi-permanentes. Como qualquer outra conexão, as conexões semi-permanentes são comutadas através de ambos os planos da matriz de comutação ou unidades. Mas a transferência de informações atual ocorre através de um plano de matriz de comutação, ou unidade, para metade dos LTGs, e através do outro plano de matriz de comutação, ou unidade, para os outros LTGs (conexões semi-permanentes ativas). O CP e os processos de grupo (GP) de qualquer forma supervisionam todas as conexões semi-permanentes através dos planos, ou das unidades, da matriz de comutação (ativa e passiva). Desta maneira as funções das seguintes unidades são monitoradas:

  • módulos no caminho da conexão;
  • interfaces SDC:LTG;
  • grupos de linhas/troncos.

Se uma falha ocorrer, todas as conexões ativas semi-permanentes são roteadas através do plano ou unidade da matriz de comutação ativa. As conexões semi-permanentes categoria 1 necessárias em cada central são estabelecidas antes do início das operações de comutação. O ajuste é controlado pelo processador de coordenação por meio de um comando coletivo para cada controle de grupo de comutação (SGC). Em outras palavras, um comando coletivo é utilizado para estabelecer cada uma das seguintes conexões:

  • até 64 seções de conexão semi-permanente em um TSG;
  • até 128 seções de conexão semi-permanente em um SSG;
  • até 64 conexões semi-permanentes em uma unidade da matriz de comutação para

63 LTGs;

  • até 16 conexões semi-permanentes em uma unidade da matriz de comutação para

os 15 LTGs.

Os dados necessários para ajustar os canais estão armazenados nas memórias do programa SGC. Quando os canais forem estabelecidos, a matriz de comutação está pronta para operar.

CATEGORIA 2

Conexões semi-permanentes para a sinalização do canal comum. As conexões semi-permanentes são também estabelecidas através de comandos MML para sinalização de canal comum na matriz de comutação. Estas transportam as informações de sinalização na matriz de comutação. Estas transportam as informações de sinalização a partir dos timeslots apropriados nas highways do grupo de linha/tronco (LTG) através da matriz de comutação ao controle da rede de sinalização do canal comum (CCNC) e vice versa.

O CCNC atua nas seguintes capacidades:

  • ponto de transferência de sinalização (STP);

recebe a informação de sinalização de entrada e as envia nos links de sinalização do canal comum para o seu destino.

  • ponto final da sinalização (SEP);

transfere a informação de sinalização de entrada a partir dos links de sinalização do canal comum através do processador de coordenação (CP), o buffer de mensagem (MB) e as conexões semi-permanentes categoria 1 para os LTGs específicos. Recebe as informações de sinalização a serem enviadas dos LTGs através do MB e CP e as envia nos links de sinalização do canal comum para o seu destino.

CATEGORIA 3

Conexões semi-permanentes para serviços Os comandos MML podem também ser utilizados para estabelecer as conexões semi-permanentes através da matriz de comutação para vários serviços, tais como linhas privadas. Se as conexões semi-permanentes da categoria 2 e 3 forem necessárias, estas são definidas por meio de um comando separado a partir do CP para o SGC para cada conexão.

Comutação do Caminho

A busca por caminhos livres através da matriz de comutação é conduzida pelo processador de coordenação (CP) utilizando os estados de ocupação para os caminhos de conexão na matriz de comutação os quais são armazenados na memória de tempo. O procedimento de seleção de caminho é sempre o mesmo sem considerar o estágio de capacidade. O procedimento de busca do caminho básico envolve a seleção de dois caminhos para uma conexão de modo que estes são ambos comutados através do mesmo sub-sistema do estágio espacial . Quando a seleção de caminho é completada o processador de coordenação faz com que os mesmos caminhos de conexão sejam comutados através dos planos da matriz de comutação, ou das unidades da matriz de comutação. Um caminho de conexão é comutado pelos controles do grupo de comutação (SGC). A inter-conexão de um caminho de conexão em um SN:504LTG, SN:252LTG e SN:126LTG usualmente envolve três (mas pelo menos dois) controles de grupo de comutação em ambos os planos da matriz de comutação, mas apenas um SGC nas duas unidades da matriz de comutação de um SN:63LTG ou SN:15LTG. Todos os controles do grupo de comutação envolvidos recebem um comando necessário para a comutação a partir do CP. Este comando de ajuste sempre tem o mesmo formato de dados. Além dos dados de seleção de caminho determinados pelo CP do assinante chamador e os dados do assinante chamado, cada comando de ajuste contém um código 2 de job que determina a tarefa a ser executada no SGC apropriado (p.ex. código do job 2 = 145 significa: o controle do grupo de comutação tem que estabelecer o caminho da conexão um grupo de estágio temporal com os dados de um assinante chamador). Um SGC recebe o comando de ajuste do CP através do buffer de mensagem (MB), a portadora digital secundária entre o MBU:SGC e SGC (SDC:SGC) e sem LIM permanentemente alocado no SN. Ele determina o tipo de tarefa a ser executada com base no código de job 2. O SGC utiliza os programas de processamento de chamada e rotinas de serviço para calcular os dados de ajuste correspondentes. Os dados de ajuste são utilizados através do LIM para acessar o TSM em questão e/ou o SSM e a comutar as conexões necessárias. A pedido do CP uma verificação pode ser feita para ver se a conexão foi feita corretamente. Para fazer isto o SGC calcula os dados de ajustes e consulta contidos nos comandos de ajuste. Os dados de interrogação são utilizados para ler os endereços armazenados através do LIM no TSM e/ou SSM envolvidos para a conexão em questão e compará-los com o endereço de ajuste calculado no SGC. Se os endereços forem os mesmos o processamento do comando está completo. Em raras ocasiões quando existir uma diferença entre o endereço calculado e o consultado o CP recebe uma mensa-gem apropriada. Quando a solicitação de conexão é completada o conjunto de conexão é retido na matriz de comutação. Os endereços de ajuste contudo são reconhecidos pelo CP como livres na próxima operação de seleção de caminho. Eles podem portanto serem utilizados para uma nova solicitação de conexão adicional.

Comutacaodocaminho.jpg

Opções de Caminho

A Figura abaixo mostra as opções disponíveis para estabelecimento de um caminho de co-nexão entre dois assinantes conectados a grupos de linha/tronco diferentes (LTG). A highway do LTGx para a matriz de comutação tem 128 timeslots – assim existem 128 possíveis caminhos diferentes. A comutação do grupo (GS) no LTGx comuta as palavras de código de 8 bits chegando do circuito de linha do assinante chamador para uma destes timeslots. Na matriz de comutação, uma entrada de estágio temporal (TSI) comuta as palavras de códigos de 8 bits para um dos 128 timeslots sobre uma das 4 highways. Cada uma das 4 highways leva a um diferente sub-sistema de estágio do espaço (um quarto da configuração do estágio espacial , p.ex. em uma matriz de comu-tação SN:504LTG é um grupo do estágio espacial ). Cada sub-sistema do estágio espacial é conectado por uma highway para a saída do estágio temporal (TSO). Em outras palavras existem 128x4 = 512 caminhos possíveis de transmissão através da matriz de comutação. As palavras de código são transferidas em um timeslot selecionado a partir da entrada do estágio temporal através do estágio espacial para a saída do estágio temporal . A saída do estágio temporal comuta estas palavras de código dos 128 timeslots na highway levando para o LTGy. A comutação do grupo no LTGy transfere as palavras de códigos para o circuito de linha do assinante chamado. Em conexão com o número de canais (timeslots) mencionados acima, deve ser lembrado que as conexões semi-permanentes utilizadas para a comunicação entre os processadores de grupo nos LTGs e entre os processadores de grupo e o processador de coordenação são também comutados através da matriz de comutação.

Opcaodecaminho.jpg


Capacidade de Tráfego

A capacidade de tratamento de tráfego médio é uma característica a qual é de importância primária para o projeto da central. Isto, além do estágio da capacidade da central, afeta o ocorrência do bloqueio interno na matriz de comutação. Graças à alta capacidade da rede EWSD, a perda devido ao bloqueio interno sob as condições de carga plena está bem abaixo de 10 -5 para as aplicações normalmente ocorrendo nas centrais de trânsito e locais. A Figura abaixo mostra a perda devido ao bloqueio interno quando estabelecendo conexões entre timeslots de canais específicos (linhas) como uma função do tráfego do meio transportado por canal e por highway. As curvas mostradas referem-se à redes de comutação de plena capacidade. Em redes de comutação parcialmente equipadas ou quando grupos de tronco/linha estão conectados, a perda ponto a ponto é mesmo inferior.

Perdaponto.jpg

  • A perda por conexões para grupos de troncos de saída (perda de grupo ponto a tronco)

é apenas algo em torno de 30% da perda ponto a ponto.

Buffer de Mensagens (MB)

O Sistema Eletrônico de Comutação Digital EWSD é dividido em um número de áreas funcionais que são, em grande parte, independentes de sua operação. O Buffer de Mensagens B (MBB) faz parte da área funcional “Controle”. Posição dentro do sistema A tarefa do MBB é controlar a troca de mensagens entre os seguintes subsistemas:

  • processador de coordenação (CP113, CP113C ou CP113CR) e estágios de linha/

tronco (LTG);

  • CP113 e os controles do grupo de comutação (SGCB) da rede de comutação;
  • LTGs entre um ou outro;
  • LTGs e o controle da rede de sinalização do canal comum (CCNC).


Processador de Coordenação (CP)

É um sistema multiprocessador com uma capacidade de processamento de 32 bits e um volume de endereçamento de 4 Gbytes. Ele processa as funções da base de dados e as funções de configuração e coordenação, por exemplo, armazenamento e administração de todos os programas, supervisão de todos os subsistemas, comunicação com centro de operação e manutenção, processamento das informações recebidas, seleção de via, atribuição de degrau tarifário e tarifas, etc.

As principais características do CP113D são:

  • pode ser adaptado a centrais de qualquer tamanho;
  • armazena e administra programas e dados do assinante;
  • processa informações de entrada relacionadas ao roteamento, seleção de caminho,

atribuição de degrau tarifário, registro de tarifação, administração de dados de tráfego, gerenciamento de rede;

  • comunica-se com o centro de operação e manutenção;
  • monitora todos os sub-sistemas, analisa os resultados da monitoração, detecta e informa

os erros, sinaliza e processa alarmes, localiza falhas e as neutraliza, e manipula alterações na configuração;

  • administra a interface homem-máquina.

Estrutura do CP113D

O CP113D consiste das seguintes unidades funcionais:

  • processador básico (BAP).

O BAP executa todas as funções de operação e manutenção e algumas funções de processamento de chamada.

  • processador de chamada (CAP).

O CAP executa as funções de processamento de chamada apenas.

  • controle de entrada/saída (IOC).

Os IOCs formam a interface entre o Barramento de Memória Comum (BCMY) e os Processadores de Entrada/Saída (IOP).

  • processador de entrada/saída (IOP).

Os IOPs controlam a troca de dados com o processamento de chamada conectado, os periféricos de comunicação de dados e manutenção e operação e com sistemas externos tais como os processadores host ou o Sistema de Operações/Rede de Manutenção EWSD (EMN/OS) da central.

  • Memória Comum (CMY).

Os elementos da CMY incluem o banco de dados compartilhado por todos os processadores, as listas de entrada e saída para o IOP:MB e as áreas de comunicação utilizadas pelos IOPs para troca de dados com o O&M e os periféricos de comunicação de dados.

  • barramento para memória comum (BCMY).

O BCMY forma o link entre todos os processadores incluindo os controles de entrada/saída e a memória comum (CMY). O BCMY é utilizado para transferir dados e endereços para ciclos de escrita e leitura na CMY e para a comunicação interprocessador. Como todos os outros hardwares EWSD, o CP113D é composto de módulos, instalados em sub-bastidores, os quais por sua vez são instalados em bastidores.

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Gerador Central de Clock (CGC)

Funções

O gerador central de clock (A) gera um clock de sincronismo (freqüência de precisão de 8 kHz) para sincronismos de freqüência e de quadro em um nó. O CCG(A) é duplicado no nó. Os dois CCG(A)s, CCG(A)0 e CCG(A)1, operam de acordo com o princípio mestre/escravo. Com esta finalidade, cada conexão de 8192 kHz (com o gerador de clock associado) e cada conexão de 8 kHz (com a unidade de sincronismo de clock associada) é cruzada. Se, por exemplo, o CCG(A)0 estiver atuando como mestre e o CCG(A)1 como escravo, este último será sincronizado internamente pelo CCG(A)0. Ou seja, o CCG(A)1 opera em sincronismo de fase mas é bloqueado no lado de saída.

Geração de clock

O gerador de clock gera um clock de referência nominal (4096 kHz) para o gerador de clock contido na unidade de sincronismo de clock. O gerador de clock também envia um clock de referência de 8192 kHz para o gerador de clock do CCG(A) associado. Se ambas freqüências de referência externas falharem, o CCG(A) será sincronizado com este sinal de 8192 kHz. Além disso, CCG(A) associado também recebe um clock de sincronismo de 2048 kHz. Em operação plesiócrona, este clock é comutado do gerador de clock do CCG(A) ativo para a entrada de clock de referência externo do CCG(A) que está em standby. (Para esta finalidade é necessário o módulo do tipo CCG11A.)

Sincronismo de clock

A unidade de sincronismo de clock sincroniza-se com o clock de referência nominal (4096 kHz) do oscilador do gerador de clock e gera um clock de sincronismo (8 kHz). Este clock é fornecido não somente à unidade de transferência de clock interna, mas também aos subsistemas.

Transferência de clock

A unidade de transferência de clock transfere o clock de sincronismo de 8 kHz (SYCLK), da unidade de sincronismo de clock, para as saídas que vão para os grupos de buffers de mensagens adicionais (MBGs) do MB(B) com a finalidade de sincronismo de freqüência e de quadro e para as saídas reserva. Estas saídas são isoladas da unidade de sincronismo de clock por circuitos acionadores.

Software Aplicativo

Cada uma das unidades funcionais de hardware no CCNC tem seu próprio soft-ware/ firmware, o qual é armazenado em uma EPROM. O SIMP e o CPI também contêm software recarregável que é carregado a partir do CP. O software comum para controlar as tarefas do CP-CCNC está instalado no CP. O software do CCNC é constituído de diversos subsistemas, os quais por sua vez são constituídos de módulos (procedimentos, processos e dados) que contêm as funções.


SAa.jpg


Para a conexão de RCUs à central, o SW de administração e manutenção adicional é necessário no processador de coordenação (CP) e nos estágios de linha/tronco (LTG). Para as tarefas de processamento de chamada, os dados de assinante correspondentes devem ser baixados para os SASCs. Independente de se um DLU faz parte de uma RCU ou não, o firmware idêntico é utilizado nas unidades funcionais do DLU. Diferente das outras unidades funcionais de um DLU, que são providas somente com firmware, o controle de serviço autônomo (SASC) utiliza programas de firmware e software. O firmware inicializa o SASC, controla o download do software a partir do LTG e controla a troca de dados entre o SASCP e os DLUCs. Após o download com sucesso do software a partir do LTG, o SASC está no estado operacional. O software do SASC normalmente opera a nível de tarefa. O loop sem fim do planejador mestre no sistema operacional determina as tarefas a serem processadas de acordo com suas prioridades. Os programas de usuário estão disponíveis às rotinas principais do planejador mestre a nível de tarefa. Os programas de usuário utilizam as rotinas gerais para executar funções repetidas padrões. Os programas de interrupção são programas em tempo real que devem ser executados imediatamente.

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As principais funções do sistema operacional são:

  • execução de rotinas de inicialização (inclusive download do software do LTG);
  • reinicialização;
  • oferecimento de interrupções de programa;
  • tratamento de entradas e saídas;
  • gerenciamento de processos;
  • administração de recursos dinâmicos;
  • administração de temporizador;
  • detecção de erros.


Os programas de usuário possuem as funções relacionadas abaixo:

Administração

  • administração de portas de assinante;
  • administração de números de chamada de assinantes;
  • administração de grupos de CENTREX;
  • administração do estado do SASC.

Manutenção

  • detecção, análise e informe de falhas;
  • execução de diagnósticos;
  • execução da reinicialização e das rotinas de configuração.

Sinalização analógica

  • conversão da sinalização de assinante para mensagens de processamento de

chamada interno e vice-versa;

  • controle de aplicação da corrente de chamada por meio do DLUC.

Sinalização RDSI

  • conversão da sinalização de acesso básico do assinante para mensagens de

processamento de chamada interno e vice-versa;

  • seleção de chamadas de voz normais;
  • rejeição de outros tipos de chamada (por exemplo, teletex, data);
  • rejeição de chamadas de facilidade.

Estabelecimento de uma chamada

Para estabelecimento de chamada de serviço autônomo os programas de processamento de chamada do SASC são capazes de reconhecer e interpretar os seguintes tipos de informações discadas:

  • números de chamada públicos;
  • números de chamada de serviço de emergência

e dos assinantes do grupo de CENTREX:

  • números intercom;
  • códigos de acesso à rede pública;
  • códigos de acesso à telefonista CENTREX;
  • códigos de acesso a mini grupo de CENTREX.

Até oito números de chamada de emergência e até oito portas de emergência por DLU podem ser definidos para SAS. Para SAS, uma linha de serviço associada com cada número de chamada de emergência deve ser conectada a cada DLU da RCU. Durante uma chamada de serviço de emergência, um sinal “on-hook” a partir do assinante chamador não causa a liberação conexão a menos que um sinal “on-hook” também seja recebido a partir da porta de serviço de emergência ou até que um período de até 45 minutos expire. Um “hook flash” recebido a partir da porta de serviço de emergência antes do período de até 45 minutos ter expirado resulta na rechamada do assinante chamador. Dentro dos grupos de CENTREX, os assinantes do CENTREX podem chamar-se através da discagem de números de assinante abreviados (números intercom com até sete dígitos). Para obter acesso à rede pública, os assinantes CENTREX devem discar um código de acesso apropriado (um a cinco dígitos). Os assinantes do grupo de CENTREX podem chamar sua telefonista através da discagem de um código de acesso à telefonista com um a cinco dígitos. O acesso a mini grupo é usado pelo mini grupo de CENTREX. As estações do mini grupo de CENTREX discam um código de acesso a mini grupo para chamar outro membro do mesmo mini grupo de CENTREX. O código de acesso a mini grupo será avaliado pela análise de dígitos. Chamada Intra-DLU A análise de dígitos do SASC determina o tipo de informações discadas e inicia uma busca pela porta associada com o número de chamada ou código de acesso discado dentro de seu próprio DLU. Se a busca obtiver sucesso, a chamada intra-DLU é interconectada dentro do DLU através de redes de 4096-kbit/s e de um DIUD. O SASC controla o estabelecimento de chamada. Se o assinante chamado estiver ocupado o assinante chamador recebe tom de ocupado. Em caso de postas de serviço de emergência ocupadas no DLU ou se a linha de assinante desejada estiver conectada a outro DLU dentro da RCU, é iniciada uma tentativa para estabelecer uma chamada inter-DLU.

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Chamada Inter-DLU

Na seguinte descrição de um estabelecimento de chamada, o subsistema e as unidades funcionais atribuídas ao assinante chamador são indicadas por A... (por exemplo, A-DLU, A-SASC) e o subsistema e as unidades funcionais atribuídas ao assinante chamado são indicadas por B-... (por exemplo, B-DLU, B-SASC).

O A-SASC, que originalmente recebeu as informações discadas, inicia uma tentativa de estabelecimento de chamada inter-DLU quando ele determina que:

  • o assinante chamado não está conectado ao A-DLU ou
  • as portas de serviço de emergência do A-DLU estão ocupadas.

Como exemplo, uma chamada para um determinado assinante chamado conectado a outro DLU será descrita a seguir. Então, o A-SASC divulga uma consulta a todos os outros DLUs da RCU através dos enlaces de interconexão. A consulta contém o número da porta do assinante chamador (número da porta do A-DLU) e o número de chamada do assinante chamado. Os SASCs dos outros DLUs iniciam buscas para a porta associada com o número do assinante chamado. Estes DLUs respondem ao A-DLU com uma confirmação de consulta positiva ou negativa. Se todos os DLUs enviam uma confirmação de consulta negativa (assinante chamado não encontrado) o A-SASC faz com que tom de ocupado seja aplicado à linha do assinante chamador. Será, no entanto, assumido aqui, que um DLU (B-DLU) responde com um confirmação de consulta positiva. Esta confirmação de consulta positiva contém os números de porta do A-DLU e do B-DLU e o estado da porta do B-DLU. Se o estado da porta do B-DLU for ocupado, é aplicado tom de ocupado à linha do assinante chamador. Assumindo, no entanto, que o assinante chamado está livre, o A-SASC envia um mensagem de ocupação ao B-SASC. Além dos números de porta do A-DLU e do B-DLU, a mensagem de ocupação também contém o canal de transmissão (time slot) usado pelo A-SASC no enlace de interconexão. O B-SASC seleciona uma par de canais de rede de 4096-kbit/s (time slots), ocupa a porta do assinante chamado, faz com que o assinante chamado seja sinalizado e envia uma mensagem de alerta ao A-SASC. A mensagem de alerta contém o número da porta do A-DLU e o canal de recepção (time slot), como visto a partir do A-SASC, usado no enlace de interconexão. O B-SASC aplica o tom de chamada através do canal de recepção do enlace de interconexão ao A-SASC. O A-SASC envia o tom de chamada ao assinante chamador. Quando o assinante chamado atende, uma mensagem de conexão com o número de porta do A-DLU é enviada ao A-SASC e o B-SASC desconecta o tom de chamada. A conexão entre os assinantes chamador e chamado é então estabelecida.

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Lista de Acrônimos usados

LTG 
Line/Trunk Groups, Grupos de Linha/Tronco
CP 
coordination processor, Processador de Coordenação
SN 
switching network, Matriz de Comutação
DLU 
digital line unit, Estágio de Linhas Digital
SSNC 
signaling system network control, Controle da Rede do Sistema de Sinalização
CCNC 
common channel signaling network control, Controle da Rede de Sinalização por Canal Comum
ISDN 
Integrated Service Digital Network, Rede Digital de Serviços Integrados
RDSI 
Rede Digital de Serviços Integrados
SASC 
stand-alone service control, Controle do Serviço do DLU como Central Autônoma
PH 
packet handler, Tratamento por Pacotes
HTI 
host timeslot interchange, Troca de timeslot do host

Dados Técnicos

Número máximo de linhas de assinante por RCU (depende da construção do módulo); por exemplo, SASC DLU padrão (6 bastidores):

até 5512 linhas de assinante analógico

até 5472 linhas de assinante digital (RDSI)

DLUB (3 bastidores):

até 5136 linhas de assinante analógico (com ILTF-SLMA)

até 4976 linhas de assinante analógico (com TU)

até 4608 linhas de assinante digital (RDSI)

DLUD (3 bastidores):

até 5616 linhas de assinante analógico (com ILTF-SLMA)

até 5568 linhas de assinante analógico (com TU)

até 4608 linhas de assinante digital (RDSI)

Número de DLUs por RCU 1 to 6

Tipo de interface Número de highways de voz internas 2

Número de canais de voz por highway de voz interna 64

Taxa de sinalização de dados das highways de voz internas 4096 kbit/s

Taxa de sinalização de dados dos canais de voz na highway de voz interna 64 kbit/s

Extensão máxima de enlaces intra RCU 150

Número de enlaces intra RCU 5

Número de linhas por enlace intra RCU 1

Número de canais de voz por enlace intra RCU 63

Número de canais de sinalização por enlace intra RCU 1

Taxa de sinalização de dados de linhas intra RCU 4096 kbit/s

Taxa de sinalização de dados de canais de voz 64 kbit/s

Taxa de sinalização de dados de canais de sinalização 64 kbit/s


Número máximo de chamadas por DLU no modo de operação SAS: 60

60 chamadas intra-DLU (chamadas internas do DLU)

ou 60 chamadas inter-DLU (chamadas por mio de enlaces de interconexão) ou um total de 60 chamadas intra- e inter-DLU

Número máximo de chamadas por RCU com seis DLUs no modo de operação SAS: 180 a 360

180 chamadas inter-DLU ou 360 chamadas intra-DLU ou um misto de chamadas intra- e inter-DLU dentro dos limites 180 a 360


Links Externos