Apresentação da Tribo Guarani

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Vida e tradição dos índios Guarani

XONDARO – Uma Etnografia do Mito e da Dança Guarani como Linguagens Étnicas

A seguir alguns textos recortados da Dissertação de Mara Souza Ribeiro Mendes da Unisul, com alguns tópicos sobre a conversa com os índios da aldeia Itaty no dia 23 de abril de 2012.

"Deslocando-se de Florianópolis em direção ao sul, a aldeia de Morro dos Cavalos está à margem esquerda da BR-101, município de Palhoça, Santa Catarina, distante 40 km da capital (Mapa 1). De acordo com a informação de Darella; Litaiff (2000, p.5), a história sobre a ocupação dos Guarani na região do Morro dos Cavalos demonstra que a presença destes indígenas é bem anterior à criação do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em 1975, onde está inserida a aldeia, hoje cortada pela rodovia federal."
"Em termos de organização social e política, há grande variedade nas situações das aldeias. Entre os Mbya de Morro dos Cavalos, encontram-se algumas características dos Mbya-Guarani de outras regiões, a saber: a preservação da língua nativa, o respeito à forma de casamento endogâmico(endogamia de grupo étnico), preservação e acompanhamento da religião do grupo, mantendo seus cantos, rezas e danças."
"Na aldeia de Morro dos Cavalos, a língua nativa é o Guarani, língua da família linguística Tupi-Guarani, é falada no cotidiano entre eles e também diante de visitantes. Dirigem-se ao branco em português, às vezes, entremeado de comentários em Guarani.Enquanto todos os homens adultos falam o português, somente algumas mulheres o falam, as mais idosas falam somente o Guarani."
"Entre os Mbya de Morro dos Cavalos, evidencia-se a distinção entre as funções do líder ritual, Ñanderu, e as do líder político Mburuvicha. Cabe ao líder ritual atender aos doentes e realizar as cerimônias de nominação, enquanto o líder político se preocupa com problemas referentes, principalmente, ao relacionamento entre índios e os não-índios, participando de várias reuniões fora da aldeia."
"Dos modos de sobrevivência dos Mbya de Morro dos Cavalos, a maior renda é a venda de artesanato: ventarolas, colares, brincos, bichinhos de madeira e cestos. A Funai costuma distribuir cestas básicas à comunidade de forma não periódica. Associações filantrópicas e particulares contribuem com alimentos e roupas. Contudo, nem sempre há alimento para todos. Também praticam a caça com armadilhas, mais como ritual do que para alimentar-se, e a pesca com anzol é esporádica. Do ano de 2001 até os dias de hoje, conforme relato de Marcelo Benite (informação pessoal), também conseguem arrecadar dinheiro e/ou alimento através das apresentações do grupo coral Tape Mirim, cujo primeiro objetivo é manter as tradições Mbya."
"As pinturas corporais são principalmente no rosto. Na maioria das vezes, para as jovens, o desenho é “o pé da saracura” (ave) e para os rapazes, “os bigodes da onça”, pintam-se assim cada vez que saem para caçar tais animais."


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