Definição de Mestrado Profissional

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O que é Mestrado Profissional?

Segundo a legislação.

Em portaria de 16 de dezembro de 1998 (Portaria Nº 080), a [CAPES] normaliza uma nova modalidade de mestrado, o Mestrado Profissionalizante.

Art. 2º - Será enquadrado como Mestrado Profissionalizante o curso que atenda aos seguintes requisitos e condições:

a) estrutura curricular clara e consistentemente vinculada a sua especificidade, articulando o ensino com a aplicação profissional, de forma diferenciada e flexível, em termos coerentes com seus objetivos e compatível com um tempo de titulação mínimo de um ano;

b) quadro docente integrado predominantemente por doutores, com produção intelectual divulgada em veículos reconhecidos e de ampla circulação em sua área de conhecimento, podendo uma parcela desse quadro ser constituída de profissionais de qualificação e experiência inquestionáveis em campo pertinente ao da proposta do curso;

c) condições de trabalho e carga horária docentes compatíveis com as necessidades do curso, admitido o regime de dedicação parcial;

d) exigência de apresentação de trabalho final que demonstre domínio do objeto de estudo, (sob a forma de dissertação, projeto, análise de casos, performance, produção artística, desenvolvimento de instrumentos, equipamentos, protótipos, entre outras, de acordo com a natureza da área e os fins do curso) e capacidade de expressar-se lucidamente sobre ele.

Art. 3º - As instituições cujo funcionamento de cursos de pós-graduação stricto ou lato sensu, ou a realização de pesquisa e prestação de serviços em campo de conhecimento afim, revelem claramente qualificação científica, tecnológica e/ou artística presumem-se qualificadas também para a oferta de mestrado profissionalizante.


Art. 6º.- Os cursos da modalidade tratada nesta portaria possuem vocação para o autofinanciamento. Este aspecto deve ser explorado para iniciativas de convênios com vistas ao patrocínio de suas atividades.

Segundo Suruagi.

Essa nova modalidade é caracterizada, entre outros fatores, pela ‘necessidade de formação de profissionais pós graduados aptos a elaborar novas técnicas e processos, com desempenho diferenciado de egressos dos cursos de mestrado que visem preferencialmente um aprofundamento de conhecimentos ou técnicas de pesquisa científica, tecnológica ou artística’. Entre outros requisitos especificados na portaria, para ser enquadrado como um Mestrado Profissionalizante, o curso de pós-graduação deve, em sua estrutura curricular, articular o ensino com a aplicação profissional, de forma diferenciada e flexível. Outro aspecto importante mencionado na mesma portaria é o fato desses cursos possuírem ‘vocação para o autofinanciamento’, aspecto que ‘deve ser explorado para iniciativas de convênios com vistas ao patrocínio de suas atividades’.

Artigo do Professor Suruagi da UNIFAS sobre MP na área de Computação: [1]

Segundo Sueli Pires.

Uma das críticas mais freqüentes que se fazem ao mestrado profissional diz respeito exatamente a esse ponto: ora, se a academia já oferece o mestrado profissional, ainda que não explicitado terminologicamente, por que passar a fazê-lo de outra forma? Isso não poderia fragilizar as políticas de ensino de pós-graduação e de pesquisa já consolidadas na direção da vertente acadêmica? Ao optar pela desvinculação terminológica e prática na oferta de vagas, na constituição curricular e na titulação de mestres, de um lado acadêmicos e de outro profissionais, não estariam as universidades abrindo mão do seu papel clássico formador de pesquisadores e gerador de novos conhecimentos? E, ao reconhecer esse divisor de águas, a academia também não estaria fomentando uma polêmica em torno do que é qualitativamente válido – o acadêmico – em contraposição ao que é vulgar (o profissional)?

Ao assumir, explicitamente, um comprometimento com os segmentos profissionais, aqui entendidos como os não-prototipicamente acadêmicos, em contraposição aos chamados acadêmicos, diferentes, portanto, daqueles representados pelas IES, escolas e institutos de pesquisa, seja oferecendo vagas, seja co-realizando projetos de interesse comum, as universidades estariam não só estendendo a sua atuação ao campo profissional, mas também e sobretudo concedendo maior visibilidade às suas formas de inserção social, no sentido mais amplo do termo. Estariam, também, passando a desenvolver um modelo de formação profissional que pressupõe formas de engajamento em parcerias bilateral ou multilateralmente constituídas, rompendo, portanto, com o papel hegemônico e unilateral que historicamente lhe foi outorgado exercer. Essas novas formas de engajamento não se prestam, evidentemente, a uma comparação linear com as formas tradicionais de atuação acadêmica, ou seja, nem melhores nem piores, simplesmente distintas e inter-relacionadas. Raciocinando em termos práticos, as instâncias de formulação e execução de políticas e projetos de pesquisa, bem como de configuração dos produtos parciais ou finais passam a ser compartilhadas. Se, de um lado, as IES dispõem de massa crítica apta a dimensionar e a solucionar determinados problemas de pesquisa não convencionalmente acadêmicos, de outro lado, ela se vê constantemente limitada em suas possibilidades de avançar nas práticas de transposição do conhecimento para a produção tecnológica, incluindo-se aí as chamadas tecnologias sociais.

Artigo da Professora Sueli Pires da UFMG: [2]


CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS COM CURSOS DE MESTRADO PROFISSIONALIZANTE

http://www.poli.usp.br/capes/EngenhariaI/default.asp?codpes=1&item=criterios4]

Qual é o diferencial dessa modalidade de curso de pós-graduação e por que ela foi criada?

Mestrado profissional. Esta é uma modalidade de curso ainda pouco presente no mundo acadêmico brasileiro, mas que possui uma importância significativa e responde a um perfil de formação de pessoal que era apenas atendido até pouco tempo pelo conhecidos cursos de especialização ou MBAs.

Atualmente, existem 110 mestrados profissionais no país reconhecidos pela CAPES, a maioria deles em instituições públicas.

De acordo com a CAPES, o "mestrado profissional" é a designação do mestrado que enfatiza estudos e técnicas diretamente voltadas ao desempenho de um alto nível de qualificação profissional. Essa ênfase é a única diferença em relação ao mestrado acadêmico. Confere, pois, indênticos grau (de mestre) e prerrogativas, inclusive para o exercício da docência e, como todo programa de pós-graduação stricto sensu, tem a validade nacional do diploma condicionada ao reconhecimento prévio do curso. Desta forma, o principal objetivo deste tipo de curso é responder a uma necessidade socialmente definida de capacitação profissional com um enfoque diferenciado daquela possibilitada pelo mestrado acadêmico

"O mestrado profissional é uma modalidade de mestrado criada em 1998 pela CAPES, do MEC (Ministério da Educação), e tem essa finalidade de ser um curso para o profissional, para alguém que está atuando profissionalmente. O mestrado acadêmico e o doutorado são mais para formar pesquisadores, professores, um pessoal mais acadêmico... Essas duas modalidades não são invensão nossa. Já existem, principalmente nos Estados Unidos. Lá você tem o MSc, Master of Sciences, que corresponde ao acadêmico, e os mestrados profissionais, como o MA, Master of Arts, o MBA, Master in Business Administration, o ME, Master in Engeneering, etc. Quando foram criados os mestrados no Brasil, a proposta inicial era realmente ter as duas modalidades (acadêmica e profissional), mas uma só que se desenvolveu mais, que é a acadêmica. Por isso a CAPES, agora em 1998, resgatou a proposta inicial e criou essa modalidade".

Artigo de Carlos Brazil em www.universia.com.br: [3]

A hora do mestrado profissional

A idéia do mestrado profissional está aflorando e ganhando legitimidade. As barreiras legais mais sérias já foram vencidas, mas, há, ainda, adversários ferrenhos. O que na realidade está freando o desenvolvimento do mestrado profissional é a sua estrutura atrelada à pós-graduação (PG) acadêmica que lhes tira a vida própria. Esta estrutura condena tais mestrados a uma vida acadêmica inapropriada para sua índole profissional. É preciso buscar nestes cursos o equilíbrio que valorize o perfil do profissional que se quer produzir para se ajustar aos novos tempos, às novas exigências.

Artigo de Cláudio de Moura Castro em Revista de Pós Graduação da CAPES RBPG, v.2, n.4, p.16-23, jul.2005: [4]

Ponderações sobre o Mestrado Profissionalizante na Área de Computação

O Mestrado Profissionalizante tem sido objeto de intensa discussão na comunidade acadêmica que atua na área de Computação desde que foi proposto pela CAPES, em 1998. Com o surgimento dos primeiros cursos nessa modalidade, aumentou a pressão para que se discutissem o seu papel, suas implicações em relação ao Mestrado ‘Acadêmico’, quais deveriam ser os mecanismos diferenciados para a aprovação e a avaliação de cursos desta natureza. Neste documento procuramos expor as preocupações e as posições manifestadas por pessoas da comunidade envolvidas com o ensino, bem como representantes de cursos de pós-graduação que já oferecem essa modalidade de mestrado, ou que pretendem vir a oferecê-la. Apresentamos, também, um levantamento de dados relativos a cursos desta natureza, em andamento ou em fase de implantação, na área de Computação e em outras áreas relacionadas. Aspectos básicos para o estabelecimento de critérios de qualidade que devem nortear a aprovação e avaliação de tais cursos também são discutidos.

Essa nova modalidade é caracterizada, entre outros fatores, pela necessidade de formação de profissionais pós-graduados aptos a elaborar novas técnicas e processos, com desempenho diferenciado de egressos dos cursos de mestrado que visem preferencialmente um aprofundamento de conhecimentos ou técnicas de pesquisa científica, tecnológica ou artística. Entre outros requisitos especificados na portaria, para ser enquadrado como um Mestrado Profissionalizante, o curso de pós-graduação deve, em sua estrutura curricular, articular o ensino com a aplicação profissional, de forma diferenciada e flexível. Outro aspecto importante mencionado na mesma portaria é o fato desses cursos possuírem vocação para o autofinanciamento, aspecto que deve ser explorado para iniciativas de convênios com vistas ao patrocínio de suas atividades.

Temos conhecimento de dez cursos de Mestrado Profissionalizante implantados ou em fase de implantação, ... Esses cursos também são listados na Tabela I, apesar dos dados disponíveis ...

Artigo de Maria Cristina Ferreira de Oliveira & outros [5]

Mestrado no Brasil - A Situação e Uma Nova Perspectiva

A realidade brasileira esta a exigir dos responsáveis pelos diversos estágios da formação universitária atitudes e procedimentos que atendam os reclamos e necessidades sociais. No respeitante a pós-graduação, é de toda conveniência repensar o sistema tradicional, que tem dado, historicamente, excelentes produtos. mas que também está a carecer de adequação às exigências da atualidade. As mudanças tecnológicas e as correntes transformações econômico-sociais tem demandado profissionais com perfis de especialização distintos dos tradicionais. Observa-se o suprimento de programas de mestrado com características diferentes dos existentes no sistema de pós-graduação do país. São diferenças que se manifestam na orientação dos currículos, na composição do corpo docente e discente. nas formas de financiamento e nos arranjos institucionais. Assim, este documento analisa o fenômeno desses novos cursos dentro do contexto da pós-graduação no Brasil e sugere critérios diferenciados para acompanhamento e avaliação, com o objetivo de manter a qualidade e a credibilidade conquistadas pelo sistema.

Artigo de Silvino Joaquim Lopes Neto e outros [6]

Programa de Flexibilização do Modelo de Pós-Graduação Senso Estrito em Nível de Mestrado – 1995

... Hoje em dia, entretanto, a rápida evolução do conhecimento e de suas aplicações tecnológicas, assim como as profundas transformações econômico-sociais, exigem formação avançada e atualizada dos graduados, transferência rápida dos conhecimentos gerados pela universidade para a sociedade, e vinculação mais direta da universidade com empresas, agências e governo. Daí o fato de estarem surgindo no Brasil iniciativas de oferta de cursos de mestrado dirigidos à formação de profissionais, muitas vezes em resposta direta a demandas de agências e empresas interessadas na qualificação de seus quadros. ...

Proposta da diretoria da Capes RBPG, v.2, n.4, p.145-146, jul.2005. [7]