Instalação do Mandriva Linux

De MediaWiki do Campus São José
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Fonte: http://www.guiadohardware.net/analises/mandriva-2007-free/

Na sexta posição no site DistroWatch, o Mandriva é uma das distribuições Linux mais fáceis de usar, mais robustas e antigas que hoje existe, apesar de popularidade e uso no Brasil ser baixo também, abaixo do OpenSUSE. Como disse na análise desta, aqui as distros mais usadas são as baseadas em Debian, mas pouca gente (nova) sabe que o Conectiva e Mandrake já teve seu grande reinado.

O antigo Mandrake foi uma das primeiras distribuições a usar um instalador gráfico, sendo muito fácil para mexer naquela época, em que a maioria dos usuários de Linux eram técnicos, e as distros, obviamente, voltada para eles. Existia, na época o Conectiva, a primeria distribuição nacional, com um suporte gigantesco aos usuários brasileiros, líder na América latina.

Enfim que dia 24 de fevereiro de 2005 a MandrakeSoft anuncia a compra da Conectiva, por US$2,3 milhões. A partir daí, a empresa passa a se chamar Mandriva.

O Mandriva possui duas versões: o pacote comercial, composto pelo Discovery (iniciantes), Powerpack (para experientes) e Powerpack+ (pequenas e médias empresas), todos sendo pagos. Já o Mandriva Free não contém aplicativos ou drivers proprietários nem suporte oficial, porém tem o download disponibilizado livremente.

A versão 2007 foi lançada dia 3 de outubro de 2006, possui kernel 2.6.17, KDE 3.5.4, GNOME 2.16.0, Xorg 7.1 e OpenOffice 2.0.3, é esta a que vamos analisar agora.

Para baixar, basta ir até http://www.mandriva.com/en/download/free e fazer o download dos 4 CDs ou do DVD de instalação, para a arquitetura i586 ou x64_86, ou comprar aqui no GuiaDoHardware.

Feito o download e gravação, vamos ao boot. Assim como em outras distros, basta teclar o F2 e selecionar o português do Brasil: Img-a56e162a.jpg

Um detalhe é o tema em azul, parece que ele nos faz prender a atenção :-). Depois de mandar entrar no instalador, me deparo com uma interface muito intuitiva e rápida. Junto com a do openSUSE, foi um dos melhores instaladores que já usei, principalmente em termos de praticidade e objetividade, notando um pouco mais de leveza e rapidez na instalação do openSUSE.

Selecionei o idioma, aceitei a licença, e logo fui para a configuração do nível de segurança, depois para o particionador ( aliás também bem fácil de manusear), no estilo conhecido do Gparted: Img-8a24e444.jpg

  • Obs.: É interessante na instalação criar no mínimo duas partições: / e /home.
  • Obs.: Na tabela abaixo temos alguns exemplos de formatações desejadas para diversos tipos de instalação.
Roteador (MB) Servidor Contas Servidor Aplicações Estação Uso
/ 5000 5000 5000 7000 Estrutura de diretório do LINUX.
/usr 1000 5000 5000 5000 Programas instalados e documentação.
/var 1000 3000 3000 - Logs do sistema e filas de e-mail e impressão.
/usr/local - 5000 restante - Outros programas.
/home - restante 5000 restante Diretórios home dos usuários.
/opt - - 12000 - Aplicativos comerciais.
swap RAM x 2 RAM x 2 RAM x 2 RAM x 2 Partição de swap (troca).

O Mandriva usa como partição padrão o EXT3, e o particionador também possui um modo mais avançado, clicando no botão "Modo expert". Avançando parei numa tela onde pude escolher quais grupos de pacotes instalar, como "Desenvolvimento", e "Estação de trabalho KDE". Neste ponto achei que faltou uma descrição maior de cada grupo, bem como uma subdivisão. No caso do openSUSE, por exemplo, pude escolher entre os pacotes de desenvolvimento GTK e QT, por exemplo. Mas ao mesmo passo, achei esta parte no Mandriva mais amigável e fácil aos olhos dos iniciantes. Veja: tela

Img-da01d0d5.png

Logo após isso a instalação já se inicia, mostrando uma barra de progresso sob uma tela de propaganda para "distrair". Também pode-se clicar no botão "Detalhes", vendo pacote por pacote sendo instalado:

Img-4d86099e.jpg

Depois da instalação o aplicativo pede para reiniciar o sistema, depois começando a instalação. O Mandriva possui como gerenciador de boot padrão o Lilo. Achei este pouco trabalhado, mostrando uma tela bonita, porém, ao invés do Mandriva no menu se chamar pelo seu próprio nome, apenas estava "linux", podendo confundir um pouco quem tem vários Linux instalados na máquina. Reiniciado, entrei na tela de configuração do sistema, onde pude modificar itens como autenticação, usuários, inicialização e atualizações do sistema.



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